Coringa Narrando Romano me deu o toque logo depois do bar. — Tu tá babando a Letícia, irmão — ele falou baixo, direto. — Disfarça pelo menos. Soltei um riso curto, sem humor. — Mano, não tem como. Eu sou paciente. Sempre fui. Aprendi na marra a esperar o tempo das coisas. Mas quando eu quero, eu vou até o fim. E sim, eu quero a Letícia. Quero demais. Aquela boca carnuda, aquele corpão que impõe respeito só de existir, o jeito doce que engana quem não presta atenção. Dá vontade de chegar perto, sentir o cheiro de perto, provar um beijo com calma. E, principalmente, mostrar pra um cüzao qualquer como se cuida de uma deusa. Mas eu sei jogar o jogo. De noite eu fui dar um rolê. A contenção era outra. Nada de chupador de tabela, nada de moleque se achando. Melhor assim. Eu já tô pelas t

