Viagem à Nova York

947 Words
Passei o resto da tarde no quarto, fazia um calor insuportável na ilha e preferi o conforto do ar condicionado a ter que aturar o povo bêbado da piscina. No final do dia, a campainha tocou e imaginei que fosse a minha amiga Sendy, já que eu havia fugido dela o dia todo. Caminhei até a porta, me preparando mentalmente para escutar as suas reclamações pelo meu sumiço. E me surpreendi ao abrir e dar de cara com um senhor engravatado. - Oi. - Eu falei sem graça, abrindo metade da porta. - Desculpe incomodá-la, senhorita Castillo, mas venho a pedido do Sr. Petterson. - Ele disse. - Ah. - Eu falei, entendendo a situação, ele era um dos seguranças do bonitão. - Sim, e no que posso ajudá-lo? - Tentei ser educada. - Ele pediu que a convidasse para o evento que terá em sua casa aqui na ilha. Será hoje à noite. Os convites estão aqui, pode levar uma amiga se quiser. - Soltei uma gargalhada estrondosa! Sério mesmo que ele achava que eu era esse tipo de garota? - Falei algo errado, senhorita? - Neguei com a cabeça. - Fale ao seu chefe, patrão, Deus, ou sei lá como o chamam, que não! Eu não tenho interesse na festa dele - O pobre segurança ficou boquiaberto com a minha atitude, mas deu o esboço de um sorriso no final. - Falei algo engraçado? - Repeti a pergunta dele, que acabou negando com a cabeça. - Não, Srta. Apenas achei curioso, distribui esses convites para as mulheres mais bonitas da ilha, e a senhorita foi a única que recusou. Assim que o segurança do Noah foi embora, eu me peguei pensando que tipo de orgias e loucuras rolaria nessa festa. Eu tinha que admitir que ele era um gato. Entretanto, beleza nunca foi um ponto forte, para me convencer a ficar nua. Azar o dele! O dia seguinte chegou e resolvi antecipar a minha viagem para Nova York. Afinal, eu já tinha feito a vontade dos meus pais e aproveitado as minhas férias, como uma jovem normal. - Não acredito que você tinha convites para a festa dele e não quis ir. - Continuei arrumando a minha mala enquanto a Sendy lamentava por ter perdido a festa. -Eles estavam distribuindo esses convites para Deus e o mundo. Com certeza, só teria mulher. - Tentei argumentar, e ela revirou os olhos. - Noah Petterson estaria lá. - Sim, e todas estariam disputando ele, percebe como isso é ridículo?" - Meu Deus, Emilly, se continuar antiquada desse jeito, vai morrer virgem. - Usei todo o meu talento para aguentar os comentários desnecessários. -Que seja, antes morrer virgem que abrir as pernas para qualquer b****a mauricinho que não vai lembrar o meu nome no dia seguinte. - Você fala isso porque nunca fez um s**o quente e suado. - Parei de arrumar a minha mala e joguei uma almofada nela. - Já chega, o meu voo sai em duas horas. Tenho muita coisa para fazer e pensar em s**o não vai me ajudar. - Ela levantou da cama e me abraçou. - Sabe que te amo, mas vou ficar mais alguns uns dias, nos encontramos em Nova York, certo? - Confirmei com a cabeça e me despedi da minha melhor amiga. Assim que ela deixou o meu quarto, eu fiquei imaginando quantas vezes ela ainda teria que quebrar a cara para mudar e se tornar uma pessoa diferente. Pois em todos os anos da minha vida, eu nunca conheci alguém tão desmiolada. O voo até Nova York foi tranquilo, e diferente do que os meus pais pediram, eu dispensei o motorista e preferi um táxi. Eu queria sentir o gosto da liberdade, queria contrariá-los só para me sentir um pouco rebelde. Era i****a, mas era real. Eu me sentia deslumbrada, conforme o táxi rodava pelas ruas de Nova York. Toda aquela gente caminhando de um lado para o outro, o mar de carros, o barulho, a poluição. Nossa! Não era a minha primeira vez na cidade, longe disso. Mas sempre ficava fascinada com cada detalhe. Eu esperei a vida toda para morar ali e aproveitaria cada momento. Assim que cheguei no apartamento dos meus pais, em uma região nobre da cidade, percebi que eles haviam feito algumas reformas. E confesso que amei. Minha mãe era uma arquiteta renomada e, conforme eu andava pelo apartamento, confirmava a minha suspeita de que tinha dedo dela em cada detalhe. A sala era enorme com pé direito alto e janelas panorâmicas com vista para o Central Park, tudo em tons claros e móveis modernos. Passei pela sala de jantar e fui até a cozinha. Estava curiosa para ver tudo. Era incrível como ela fazia todos os ambientes conversarem. Sorri animada, dei mais uma bisbilhotada e fui para o meu quarto. Ficou combinado que eu moraria no apartamento da família e ajudaria o meu pai a administrar os bancos de Nova York, a sede administrativa fica no coração da cidade, e eu começaria em poucos dias. Queria aproveitar para fazer uma visita surpresa no meu novo trabalho e, quem sabe, dar uma volta pela cidade. Durante o meu soninho de beleza, eu tive um sonho bem quente com o senhor gatão Petterson, mas nada que um banho gelado não resolvesse. Saí do meu closet e, enquanto penteava os cabelos, fiquei pensando na reação dele quando descobriu que eu recusei o seu convite. No mínimo, achou grosseria da minha parte. Eu não tinha vindo a Nova York para perder tempo com homens, eu queria aproveitar o máximo possível a minha liberdade. E sei exatamente a fama dos Magnatas de Manhattan, são egocêntricos e possessivos.
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