Naty
Naty — Vai ser quantos dias? não gosto de deixar a minha mãe sozinha — falei e ele me olhou.
Alejandro — Cuida da mãe? — eu concordei — já tem um ponto comigo.
A gente ficou lá conversando e ele acertou que a gente ia fazer a viagem hoje mesmo, mandou um dos seguranças ir me ajudar a trazer a mala.
⏰️
Cheguei no iate dele, e ele me deu passagem para eu passar primeiro.
Alejandro — Não fica nervosa não — falou me olhando.
Naty — Na real, pior que não tô.
Alejandro — Quer me contar alguma coisa?
Naty — Não, porquê? — fiz uma pergunta também.
Alejandro — Por nada, acho que a viagem vai demorar um pouco.
Naty — Pode falar você — cruzei as pernas.
Alejandro — Tive uma esposa — fiquei prestando atenção — conheci ela em um baile, tenho muitos inimigos por um único descuido que eu dei, mataram ela, eu fui o errado se deixar ela sair sozinha, mais ela sempre reclamava.
Naty — Você se sente culpado?
Alejandro — Muito, ela tava grávida — respirou fundo, bebendo o whisky — meu filho nem ela sobreviveu.
Naty — Que barra — falei e ele me olhou — tive um passado difícil também, mais prefiro não lembrar.
Alejandro — Eu respeito isso, mais as vezes é melhor desabafar sabe.
Naty — Eu sei, mais é uma coisa que só eu e minha mãe sabe, nunca tive amigos para contar isso.
Alejandro — Mais quando quiser falar, estarei aqui — passou a mão no meu cabelo — não vou te forçar a nada.
Naty — A minha mãe tem problema respiratória, quando a gente veio para São Paulo não tínhamos nada — lembrei da primeira vez — fui muito maltratada, a primeira casa que a gente morou o dono colocou as nossas coisas tudo na calçada, só porquê a gente atrasou um único dia. Sabe oque é passar humilhação até em pedir um emprego — falei suspirando — a Fernanda foi a única que entendeu a mão para mim, tenho várias crises de ansiedade.
Alejandro — Deveria procurar um psicólogo — eu concordei — e porquê ainda ai foi?
Naty — Eu ainda não estou preparada, principalmente para falar do meu passado.
Chegamos no nosso destino, o lugar era lindo mais tava fazendo frio e o Alejandro percebeu e colocou um capote em mim.
Naty — Obrigada — falei e ele me deu a mão.
Entramos na casa, e era muito linda toda branca a coisa mais perfeita.
Alejandro — Pode ficar avontade — falou e eu concordei.
Ele me ajudou a levar as malas para o quarto, a gente ia dormir em quartos separados.
Decidimos jantar, ele pediu comida japonesa e eu tentando falar para ele que odiava comida japonesa.
Alejandro — Não gosta? — eu neguei com a cabeça — porquê não me falou.
Naty — Não queria incomodar.
Alejandro — Garota bobinha, te trouxe aqui para tirar um lazer comigo — falou negando com a cabeça.
Naty — Eu sei, mais não queria incomodar você.
Alejandro — Quer pizza ou comida?
Naty — Pizza, aí você falou a minha língua — rimos.
O Alejandro pediu a pizza oque não demorou muito para chegar, fiquei até surpresa que não demorou.
Alejandro — Aqui a rua não é muito movimentada a noite, lugar tranquilo.
Naty — Percebi, as ruas de São Paulo são sempre movimentadas.
Alejandro — Exatamente, aqui parece uma cidade vazia — concordei.
Ele pegou um vinho e duas taças, e trouxe para a gente beber comendo.
Natyb— Vou ligar para minha mãe.
Alejandro — Vai lá gata.
Peguei meu celular na bolsa, e liguei para minha mãe que no segundo toque me atendeu.
— Dona Nina: Oi minha filha —
— Naty: Oi mãe, como a senhora está —
— Dona Nina: Tô bem minha filha, e você—
—Naty: Tá tomando os medicamentos mãe, tudo certinho—
— Dona Nina: Sim minha filha, sua mãe não é maluca não—
— Naty: Eu te amo—
Desliguei o celular depois dela falar que me ama também, voltei para onde o Alejandro tava e ele me olhou curioso.
Alejandro — Cuida bem da sua mãe — falou sorrindo.
Naty — Bastante, ela foi a única que me ajudou a superar tudo mesmo mil vezes pior que eu — falei passando o dedo entre a taça.
A gente ficou lá batendo o maior papo, conheci mais o Alejandro ele é uma boa pessoa.
Fui para o quarto tomei um banho e acabei dormindo.
Outro dia
Levantei e depois de ter tomado banho e feito minha higiene, desci para me encontrar com o Alejandro.
Alejandro — Bom dia flor do dia — beijou minha cabeça.
Naty — Bom dia — sorri.
Alejandro — Vamos tomar café, depois a gente vai da um passeio.
A gente tomou café e conversamos horrores também, depois famos para praia o sol tava pedindo.
Alejandro — Vai querer beber oque? — entramos no bar.
Naty — Uma cerveja bem gelada, e moqueca de camarão pode ser?
Alejandro — Claro que pode garotinha — falou indo no balcão.
O Alejandro era um gato, alto músculos era um verdadeiro pecado. Que eu não fazia a mínima ideia que de tantas garotas ele escolheu logo eu.
Alejandro — Já pedi tudo — eu concordei.
A gente ficou lá bebendo e o Alejandro decidiu beber cerveja também, quando a comida chegou colocamos no caso o Alejandro, ele não deixou eu me tocar em nada ele mesmo fazia para mim.
⏰️
Aproveitamos a praia bastante, e voltamos para a casa os seguranças dele ficou do lado de fora e a gente entrou.
Alejandro — Se eu te beijar — falou passando a mão na minha nuca — tô louco para fazer isso.
Naty — Leu meu pensamento, eu também quero — falei e ele me puxou mais para perto dele.
O Alejandro me puxou pela cintura e começou a me beijar, foi passando a mão pelo meu corpo e apertando.
Paramos o beijo com a falta de ar, e ele puxou meu lábio com o dente.
Alejandro — Não vou forçar nada, mais já é um ótimo começo — falou e eu concordei.
Naty — Até amanhã Alejandro — falei passando por ele.
Alejandro — Amei meu nome nessa boquinha aí — falou e eu subi rindo.
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