A viatura da polícia rural chegou levantando poeira na estrada que levava até a fazenda de Alceu. O sol já ia baixando quando os dois policiais desceram do carro. Um deles ajustou o boné, o outro já com o caderno aberto. Alceu apareceu na porta com a expressão carregada, como quem já tinha ensaiado tudo. — O senhor é Alceu Brandão? — perguntou o primeiro policial. — Sou eu mesmo. Foi por causa da Cora, né? Entrem, por favor. Os homens entraram. Alceu puxou uma cadeira e sentou, com um suspiro forçado. — O que aconteceu com a menina? — o segundo policial perguntou. Alceu passou a mão na barba por fazer, fingindo pesar. — Foi levada. Ou forçada a fugir. Só sei que sumiu. A menina morava aqui na fazenda comigo, desde pequena. Eu criei como se fosse minha filha, sabe? Ela praticamente m

