O cheiro de álcool impregnava o ar da fazenda. Era o quinto dia seguido de cachaça, uísque, cerveja — o que tivesse. Alceu cambaleava no terreiro de terra batida, suado, os olhos vermelhos, a barba por fazer e a camisa aberta, colada no corpo, tinha derramado bebida e também caído na água. Na mão esquerda, uma garrafa pela metade. Na direita, um vestido florido de Cora que ele arrastava no chão.. — CORA!!! — gritou, a voz pastosa, rouca, estourando os pulmões. — Sua desgr.açada... cadê você? Essa casa era sua! ESSA PO.RRA TODA ERA PRA VOCÊ! Rodou no próprio eixo, tropeçou, gargalhou e cuspiu no chão. — Maldita! Fugiu... fugiu com algum homem, porque é uma vag@bun.da! — cuspiu de novo, depois se ajoelhou, beijando o vestido. — Mas ele não vai te dar o que eu dei. Não vai. EU TE AMAVA,

