A festa já não era mais festa. O salão, que algumas horas antes vibrava com música, taças erguidas e risadas altas, agora parecia maior, quase vazio. As mesas tinham mais cadeiras do que pessoas. Os arranjos começavam a perder o frescor, algumas pétalas já caídas pelo chão, como se até as flores estivessem cansadas. Manuela conversava com alguém da família perto da saída, despedindo-se com abraços demorados, daquele tipo que só acontece quando todo mundo já deu tudo de si emocionalmente naquele dia. Nathan já tinha ido embora há um tempo, como prometido — ou melhor, como era inevitável. A mulher do buffet praticamente o puxou pela mão, e ele saiu se despedindo de longe, rindo, fazendo sinal de positivo, como se dissesse “missão cumprida”. Fiquei observando a cena por alguns segundos… e

