Marian teve a brilhante ideia de fazer todo o percurso andando. Admito que talvez tenha sido bom para o objetivo da viagem, ver as marcas de san.gue nas árvores – manchadas pela chuva mas que ainda estavam lá – e ter a chance dela ir reconhecendo e relembrando os lugares foi importante. Mas fazer o caminho de volta com ela desmaiada em meus braços não é nada fácil. O problema não é o peso, Marian é leve como se eu carregasse um travesseiro, mas com o tempo o braço vai ficando dormente. As pernas começam a reclamar, caminho de ida e volta fica puxado, e para completar a noite chegou. Preciso ficar atento aos perigos na escuridão, ela está vulnerável em seu sono. Levo Marian em meus braços como algo precioso. Apesar da exaustão do meu corpo, não a acordo, deixo que descanse o quanto prec

