CAPITULO 04 — MARIAN

1014 Words
É duro acordar e encontrar sua mente em branco. Um lugar desconhecido, uma pessoa desconhecida. Sem nenhuma informação, nenhuma memória, nada. Quando abri meus olhos não havia nada, olhei ao redor, assustada, procurei em minha cabeça onde estou, como eu vim parar aqui, e não tive resposta alguma. Eu não lembro nem mesmo quem eu sou. A única coisa que martelava em minha cabeça era um nome, Marian. É assustador. Você se sente frágil, em perigo, como se qualquer coisa pudesse machuca-la. Você sente que é um alvo – e pelos machucados que estão em mim, eu realmente sou. Por mais que eu tente, force, nada vem em minha mente. Quem tentou me machucar? Que lugar é esse? Há alguém procurando por mim? Eu tenho família? Eles estão preocupados? Quantos anos eu tenho? Droga, eu não sei de nada. É quando ouço um barulho e abro os olhos, encontrando uma cena que faz meu queixo cair imediatamente. Minhas bochechas ardem, queimando, e eu deveria mas não consigo tirar os olhos dele. — Po.rra! O homem que disse me salvar, Daemon, está parado a poucos metros de mim, usando apenas uma toalha amarrada na cintura. Desde a primeira vez que olhei para ele foi impossível não notar sua aparência . Eu não me lembro de nenhuma outra pessoa, mas se tenho alguma certeza, é que com certeza não se vê pessoas como ele por aí, que ele é o homem mais impressionante que existe. Daemon tem cerca de dois metros de altura, um corpo forte coberto de músculos, músculos que ele claramente construiu naturalmente. Uma pele dourada e brilhante, cabelos loiros em dois tons, um mais escuro e algumas mechas mais claras. Seus cabelos são compridos, ultrapassando os ombros, mas agora estão presos em um coque desajeitado no topo da cabeça. Ele ainda está molhado, algumas gotas de água deslizando pelo abdômen trincado, passeando entre os gomos. Engulo seco. Os braços tatuados são um detalhe a parte, os dois totalmente cobertos. — Achei que estivesse dormindo. — Rompe o silêncio. — Eu estava, mas acho que depois de três dias dormindo o sono não durou muito. Além disso, eu não consegui desligar a mente. — Te disse para não forçar. — Rosna. — Como se fosse controlável. — Reviro os olhos, e vejo a expressão desgostosa em seu rosto. — Eu te dou tédio? — Ironiza. Meus olhos não conseguem abandonar o corpo dele, para piorar descendo pelo “V” que desaparece dentro da toalha. Acompanho as linhas definidas até encontrar o volume marcado entre suas pernas, desenhado pelo tecido da toalha. Ele não está duro, não totalmente, mas ainda é possível ver perfeitamente a forma grossa e comprida. — Não, com certeza não. — As palavras escapam antes que eu pudesse conte-las, quando vejo a m.erda já está feita. Daemon sorri satisfeito, orgulhoso, e posso jurar que consigo ver nos olhos dele uma vontade de arrancar a toalha para me dar uma visão melhor. — Mas ainda é inapropriado entrar no quarto assim quando se tem uma mulher dentro dele. — Porém, o quarto é meu, o banheiro é meu, tudo aqui é meu. Então se está incomodada, eu já te disse, sabe onde é a porta. Fora que eu tenho certeza que você não está nada desconfortável enquanto me come com os olhos. — Dá de ombros, me deixando literalmente boquiaberta. Até penso numa boa resposta, ou tento, mas não consigo raciocinar muito bem, pelo menos não com esse homem e sua presença grandiosa tomando todo o quarto – e ainda sem roupa. É exigir demais de uma desmemoriada machucada. — Metido... — Volto a revirar os olhos em um resmungo. Mas Daemon não parece chateado com minha revirada de olhos dessa vez, ele se vira e continua a mexer no guarda roupa naturalmente. Parece que nada aconteceu, que não há uma mulher que ele nem conhece deitada em sua cama. É quando tudo piora, pois ele segura a toalha e desfaz o nó, fazendo-a cair no chão. Em choque, eu o vejo totalmente nu, de costas, confirmando que Daemon é inteiramente proporcional. As costas largas, as coxas, absolutamente tudo. É desenhado por anjos, com certeza. — É melhor fechar os olhos, Fiamma. — Do que me chamou? — Fiamma. — O que isso quer dizer? — Devido as circunstâncias não sei se posso esperar grande coisa dele – quer dizer, depende do que é a grande coisa em questão. — Nada que seja interessante para você. — Eu até penso em contestar. Queria dizer que ele não pode sair por aí chamando as pessoas de coisas que elas nem sabem o que significam. Mas perco a vontade quando noto ele fazendo menção de virar de frente para mim. Meu coração acelera no peito, um calor estranho toma todo meu corpo e nem parece que está quase nevando. Eu fico de pé em um impulso, correndo para longe o mais rápido que posso, tentando sair do quarto para respirar melhor. É como se a presença dele roubasse todo o ar. Mas meu corpo fraco e machucado me trai, antes que eu alcançasse a porta minhas pernas fraquejam. Eu cairia no chão se não fosse os braços fortes e tatuados de Daemon voltando a rodear meu corpo, me amparando com o dele. Sinto o calor do seu corpo n.u, a pele firme, os músculos, eu o sinto inteiro – literalmente. Meus olhos crescem e eu temo olhar para baixo, sentindo que agora sim ele está duro. Seu p.au encosta na minha barriga, pressionado, rígido, grande como ele. O que está acontecendo aqui? Engulo seco, meu coração acelerado, minha pele arrepiando com o toque dele. Os olhos castanhos quase chegando a um mel, selvagens, encontram e se prendem aos meus, é como se ele carregasse um deserto neles. — Você está ... duro? — Eu sei que está, estou sentindo. Mas do mesmo jeito que ele gostou de caçoar de mim, é minha vez de tentar fazer o mesmo com ele. — Por que, Fiamma? Gostaria de tocar?
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