Medos do coração

1135 Words

Betina Ferrarini Quando chego em casa, ainda um pouco cedo, a casa está silenciosa, todo mundo ainda dorme, e isso me parece uma benção. Assim, ninguém precisa me ver do jeito que estou, com os olhos inchados e o coração partido. Ninguém precisa ver as lágrimas que teimaram em cair quando eu deixei a praia. Eu mesma causei essa situação, e a dor é minha, então preciso lidar com ela sozinha, longe de qualquer julgamento. Entro no quarto, jogo meu corpo na cama e fecho os olhos, tentando me acalmar, mas logo o celular toca, interrompendo o silêncio. Era minha mãe. Parece que ela sente quando eu mais preciso dela. Respirei fundo, tentando me controlar antes de atender. Chamada iniciada: — Bom dia, mama. — Bom dia, princesa. Tá tudo bem? a voz dela, sempre calma, soava distante, mas cheia

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