Carla Narrando Caio chegou no portão e avisou que ia me levar pro asfalto. Dei um beijo rápido nele, aquele beijo de apoio silencioso, e subi correndo pra me arrumar. Troquei de roupa com o coração acelerado, respirei fundo antes de sair. A gente foi pra Barra da Tijuca, pro apartamento da minha tia, onde a minha mãe estava desde que meu pai tirou ela daquele inferno. No caminho, Caio não falou muito. Só segurou minha mão, firme, como quem diz tô aqui. Aquilo me deu força. Quando chegamos, o porteiro interfonou. — Pode subir — minha tia respondeu. Entramos. O apartamento cheirava a café e silêncio. Apresentei o Caio pra minha tia, ela foi educada, mas dava pra ver que tava tensa. — Sua mãe tá deitada — ela disse. — Fica à vontade. Caio ficou na sala conversando com ela. Eu segui so

