Diene Narrando Quando eu me toquei que o cão tinha me bloqueado, o estômago revirou na hora. Não era suposição, não era paranoia. As mensagens não chegavam, ficavam só naquele maldito reloginho. Quando tentei ligar, nem chamava. Nada. Silêncio total. Como se eu nunca tivesse existido. — Não é possível. — falei sozinha, olhando a tela do celular como se ela fosse me responder. Ontem, voltando do serviço, ainda de uniforme, cansada pra Carälho, vi o Carioca encostado perto da contenção. Pensei: é agora. Se tem alguém que vive cheirando o räbo do cão, é ele. Cheguei perto sem muita cerimônia. — Carioca, deixa eu te perguntar uma parada, tu sabe se o cão trocou de número? Ele me olhou com aquela cara de deboche que só ele sabe fazer e respondeu alto, pra todo mundo ouvir: — Pergunta pra

