Isadora Narrando Eu nem percebi quando peguei no sono. Foi como se meu corpo simplesmente tivesse desistido de lutar contra o cansaço, contra o medo, contra tudo. Só desligou. Quando me mexi, ainda meio confusa, senti algo firme embaixo de mim, um peito subindo e descendo devagar. Abri os olhos num susto contido. A TV estava desligada, a sala só com a luz acesa, aquele silêncio bom da madrugada. E ele estava acordado. Me olhando. Calmo. Como se tivesse passado horas ali sem reclamar. — Meu Deus. — murmurei, me ajeitando rápido. — Eu dormi, que horas são? Ele respirou fundo, a voz baixa, tranquila. — Duas da manhã. Meu coração disparou na hora. Me sentei direito no sofá, totalmente sem graça, sentindo o rosto esquentar. — Desculpa, eu nem percebi que tinha dormido — falei atropeland

