Cão de Raça Narrando Depois de uma noite daquelas que deixa qualquer filho da püta viajando, eu acordei meio grogue, corpo pesado, cabeça do paü latejando e o resto do corpo lembrando exatamente do porquê. Estiquei o braço pro lado e nada da Isadora na cama. Só o cheiro dela ainda no travesseiro e o lençol todo bagunçado. Sorri sozinho. Levantei devagar, ainda meio torto, e fui direto pro banheiro. Joguei água fria na cara, depois no corpo todo pra despertar de vez. Aquela ducha gelada que acorda até defunto. Me vesti rápido, moletom mesmo, conforto acima de tudo, e fui atrás da minha mulher. Primeiro passei no quarto do Miguel. Abri a porta com cuidado. — Cadê meu catoquinho? — murmurei sozinho. Nada. Cama vazia, ursinho jogado de lado. Fechei a porta e fui no quarto da Carla. Ela ta

