Isadora Narrando Acordei e a primeira coisa que senti foi o vazio do lado da cama. Estiquei a mão no automático, procurando o corpo do Carlos, o calor dele, nada. Abri os olhos de vez e encarei o teto por alguns segundos, tentando entender em que momento ele tinha levantado. Respirei fundo e me sentei devagar, ainda meio grogue de sono. Levantei e fui direto pro quarto do Miguel. Abri a porta com cuidado, como se qualquer barulho pudesse quebrar aquele momento. Ele ainda dormia, espalhado no colchão, a fraldinha marcando o short, o peito subindo e descendo num ritmo calmo. Lindo demais. Fiquei ali parada, só olhando, sentindo aquele amor que aperta o peito de um jeito quase dolorido. — Meu bebê — sussurrei, passando a mão de leve no cabelo dele. Saí do quarto e fui no da Carla. Ela ta

