Elisa sacudiu Arthur imediatamente. Com seu braço bom, balançou o ombro dele. – Arthur! – chamou, assustada. Ele demorou para abrir os olhos e quando o fez, não demonstrava nenhum desejo de mantê-lo aberto. – O que? – perguntou, sonolento, com a voz arrastada. – Você está ardendo em febre. Não se afetou com a informação, apenas voltou a dormir. Ela olhou para os lados, à procura de uma luz divina. – Você tem termômetro? – Na maleta – sussurrou. – Onde está a maleta? – procurou com os olhos na mesinha de canto e ela não estava mais lá. Silêncio, ele não respondeu nada. – Arthur, onde você guardou a maleta? – Na cozinha – murmurou. – Em qual lugar da cozinha? – insistia. Mas o que ele disse foi incompreensível. Só restou à Elisa se levantar e procurar por conta própria. Primeir

