Divórcio forçado

948 Words
A semana passa tranquila, eu já andava bem pela casa, a cesariana estava bem cicatrizada e Kristen vacinada e já tinha passado pelo pediatra, fotógrafos estavam loucos para conhecer a menina e apresenta-la ao mundo, o silencio de titia Ema era o que mais me magoava, achei que com o nascimento e a alegria de Nigel isso mudariam as coisas entre nós, mas pelo que entendia, ela se recusava a aceitar a nossa união, Nigel também evitava em falar, mas Joe não escondia e dizia, ele nos apoiava e James era indiferente, desde que todos estivessem felizes, era o que importava, ele veio com Joe um dia, estava tão mudado, sério e parecia tão infeliz, mas não dizia nada que declarasse isso, seu trabalho de professor exigia que ele fosse sério, eu já descordava, eu mesmo tive professores muito bons e eram alegres, eu não sei como era os professores universitários, mas James era sério demais, e quem deixava tudo alegre era Joe, cheguei a ficar analisando nossa infância, James era sempre o mais falante e Joe sempre o mais observador e Nigel era entre os dois, falante e quieto, e foi o único que conservou sua essência e acho que por isso conquistou o mundo de alguma forma, precisava de seu carisma e empenho para dirigir uma empresa e seus negócios. Joe trabalhava para Nigel e por isso sempre estava viajando e se separando e se casando e tendo filhos, mas desta vez ele foi mais esperto, fez vasectomia e fechou a fábrica de bebês, já estava com seis filhos e no quinto casamento, eu ri muito ouvindo suas histórias e a noite foi uma alegria tendo meus primos em casa, até James se soltou um pouco e riu. Nigel precisou viajar para Cancún, um dos seus resort, como Kristen tinha apenas 15 dias de vida, resolvi não arriscar a viajar com ela e fiquei em casa curtindo seu cheirinho e descansando e me recuperando. Depois da mamada e se largar no meu colo satisfeita resolvi dormir um pouco, me aconcheguei nos travesseiros e dormi. "Como você é linda!... E que cheirinho gostoso que você tem... Você se parece bastante comigo!", escutei uma voz ao longe, achei que era sonho, mas fui despertando lentamente, abri os olhos e me espreguicei ao mesmo tempo, mas tive que me sentar rápido, meu sangue sumiu do meu corpo e quase desmaiei, Dereck estava sentado ao meu lado na cama segurando Kristen nas mãos, como o pediatra examinando sua paciente, mas no caso era sua filha, ele sorria emocionado, levava seu rostinho ao nariz e a cheirava e cheirava sua boquinha com o cheirinho de leite, ela estava simplesmente largada em suas mãos, dormindo de boquinha aberta, "Que coisa mais linda!... Eu soube fazer uma linda filha!", disse ele arregalando as sobrancelhas e me olhando grato. "O que faz aqui!?... Como você entrou neste prédio!". Meu coração estava disparado, eu podia chegar a escutar pelos meus tímpanos. "Assim como você conseguiu sair do seu apartamento, eu também consegui entrar aqui!". "O que você quer?", estendi as mãos para pegar a minha filha, eu tremia. Dereck me olhou sorridente, "Você está nervosa, isso não é bom... Se acalme primeiro e depois vamos conversar!", Dereck continuou a embala-la, parecia completamente despreocupado, o apartamento parecia vazio, olhei em volta, a bolsa da bebê estava arrumada e minhas malas também, o olhei, ele iria levar a minha filha comigo ou não, meu coração disparou em um ritmo de me deixar arfando. "Melhor você se acalmar Victória e tome o remédio de pressão, não quero que nossa filha seja órfão de mãe", Dereck se levantou e foi até o banheiro e puxou a minha bolsa de medicamentos e me deu, a água estava ao meu lado, eu tomei , minhas mãos tremia, meu corpo tremia, eu sabia que ele tinha razão. "O que você quer?... Fala logo Dereck?!", disse com os olhos ardendo em brasa e louca para tirar Kristen de seus braços, ele a segurava com carinho, eu sei que jamais ele iria machucá-la. Dereck me olhou e pôs a menina no acento para carro e a prendeu com o cinto de segurança, eu comecei a chorar e me coloquei em pé e tentei afasta-lo o empurrando, Dereck me deteve e pegando nos meus pulsos me pôs sentada na cama, eu ofegava olhando para Kristen, ele me olhou com determinação e segurando ainda meus pulsos ele disse, "Se quiser a sua filha, você vai sair daqui comigo e com ela e vamos embora, e vamos viver como uma família desde o inicio quando te propus casamento... você fugiu por que quis... Eu iria assumir você e o bebê não importasse o que fosse... Mas você me desafiou, me enganou e agora não vai afastar minha filha de mim!". "Dereck!... Eu estou casada e sou feliz aqui!". "Quer escolher ficar e perder sua filha?", Dereck me chacoalhou, "Você não tem condições de lutar contra mim!". "Dereck!... Você está nos sequestrando!". "Estou!... Mas isso não vai durar muito, você vai aprender a me amar!". "Você é louco... Você quer forçar uma relação que não tem como dar certo", o toquei no rosto e o fiz olhar para mim, minhas mãos tremiam, "Eu reconheço que você é o pai... Você registra ela, e pode participar da vida dela, mas... Por favor?... Nos deixe aqui?". Dereck segurou minhas mãos em seu rosto e encostou a testa na minha, ele fungou várias vezes, "Sem você não dá... Ou você vem comigo, assina a papelada do divórcio que esta lá na mesa de baixo e segue comigo, ou eu vou levar Kristen comigo e você nunca mais vai ver nós dois.
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