No meio do nada

932 Words
Depois que descemos em um aeroporto particular, seguimos de carro para uma fazenda, o ar daquele local era totalmente diferente, a paisagem também, eu me sentia em um lugar totalmente diferente, as pessoas que eu via se vestiam pesadamente e lenço na cabeça, parecendo portugueses, olhei para Dereck, eu queria que me dissesse onde estávamos, mas eu já tinha perguntado tanto que não conseguia mais repetir, eu comecei a chorar em desespero, eu não voltaria mais para Nigel e nem veria mais ninguém da minha família, estava sozinha com um homem louco que fez todos acreditarem que eu sou leviana e maldosa e que fugi para ficar com ele, Dereck passou o braço sobre meu pescoço e me puxou para beijar o topo da minha cabeça, eu abracei minha pequena no colo ainda mais, eu só tinha ela como minha e meu futuro era inserto ao lado daquele homem, eu teria que me sujeitar a ser sua esposa e transar com ele quando quisesse, meu corpo tremeu de nojo só de pensar que irá me tocar um dia, mas meu corpo agora era de Nigel e eu não queria perder esse amor, acredito que ele vai me odiar até os últimos dias de sua vida, eu o magoei e muito. Depois de uma hora, a Van parou em frente a uma grande casa antiga, montanhas despontavam á nossa volta, era o lugar mais lindo que já tinha visto em toda minha vida, a grama era tão verde que o cheiro de grama molhada invadiu minhas narinas, Dereck pegou a menina do meu colo, era a sua forma de me manter no controle, tendo Kristen em seu poder, uma senhora de idade surgiu na soleira da porta, cabelos louros com uma transa muito bem feita e apertada, Dereck sorriu para ela e se pôs a sua frente mostrando a menina para ela, os dois falavam formalmente, e deduzi que seria a governanta ou empregada, eu fiquei parada próximo a van, meu coração estava disparado, tinha medo de entrar naquela casa e descobrir a realidade que seria a minha vida, estávamos ali e não sei quanto tempo eu veria o mundo novamente, a impressão que tinha, que iria demorar como foi em Axton quando quis fazer faculdade e ir morar com Nigel, sendo impedida pela minha mãe de fazer minhas próprias escolhas. Dereck me olhou e fez um sinal com a cabeça para eu entrar, o ar estava úmido e as nuvens começaram a ficar carregadas, era um país onde o frio, umidade andavam juntos, não existia nada em volta, tudo tinha que ser feito de carro, dei alguns passos lentos em direção a casa, os seguranças me acompanharam. "Está é Catarine, ela vai ajudar você com as tarefas da casa e cuidar de Kristen", disse Dereck. "Oi", foi à única coisa que consegui dizer. Catarine sorria simpática, mas suas rugas denunciavam sua idade, Dereck me pôs para dentro, o interior era bem claro, a sala de jantar era grande e um arco separando a sala de estar, ouvi alguém resmungar, olhei para Dereck ele sorriu e seguimos para a sala de estar e dei de cara com uma senhora em uma cadeira de rodas, toda tortinha e com o olhar triste por estar ali a muito tempo, e foi aí que escutei de Dereck. "Mãe!... Quero que conheça a minha esposa e a minha filha!". Dereck se abaixou a sua frente e com jeito colocou a menina em seu colo, a senhora sorriu e soltou um gemido rouco, levei a mão à boca, a emoção tomou conta de mim, eu não sabia o que fazer, senti uma tontura de repente, me segurei no arco, minhas pernas formigaram e eu desabei no chão exausta e estressada. "Foi um jornada em tanto!", escutei Vincent dizer, abri os olhos e o vi sentado na beirada da cama. "Do que está falando Vincent?". Meu corpo não se mexia, eu queria me sentar ao seu lado e o encarar, queria respostas. "Tudo isso não foi em vão"... Acordei sentindo o cheiro acido do álcool, Dereck esfregava as mãos próximo ao meu nariz, eu o encarei e me sentei na cama e olhei em volta a procura de Vincent, pulei da cama ofegante, Dereck ficou me olhando. "Volta aqui seu desgraçado?... Termine o que começou!". Disse esbravejando, "Estou cansada desta merda toda!". Dereck me olhou, "Você está bem?". "NÃO!", gritei e assustando Kristen que estava no cestinho e abriu o berreiro, eu comecei a chorar tentando entender qual seria o real propósito de estar ali, sequestrada com um maluco e uma velha entrevada na cadeira de rodas, juntei Kristen no meu peito e eu e ela chorando como duas loucas, Dereck se pôs em pé e passou a mão no rosto e ficou olhando para nós duas, eu estava descontrolada, com medo e com raiva. "Shhhhhhh... Tudo bem filha... Mamãe está aqui... Vamos ficar bem!", eu a embalava nos braços andando de um lado para o outro, eu queria acalma-la, mas nem eu mesmo conseguia me acalmar, queria fugir, gritar, sumir. "Me de ela!... Vou acalma-la!", pediu Dereck depois de um tempo. "não se aproxime de mim!", disse com ódio no olhar o encarando e segurando minha filha com força, Dereck se aproximou. "O que está fazendo não está ajudando!". "Acha que não sei cuidar da minha própria filha?", esbravejei ainda embalando a pequena junto ao meu peito. "Você é ótima, mas está deixando a menina estressa e você também esta estressada e cansada da longa viagem", ele estendeu as mãos, "Me de ela e vá descansar um pouco".
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