Capítulo 3

1105 Words
Alícia Craig A viagem até a Itália foi tranquila. Foi incrível ver o mundo lá do alto e assim que chegamos em terra firme, seguimos o caminho para casa. Vou absorvendo cada pedacinho de estrada. Tudo é muito lindo por onde passamos e mesmo assim, nada me preparou para o momento em que os portões da casa onde vou morar agora se abriram. Um jardim enorme, perfeito. Sorrio com a vista. Pelo menos vou poder fazer minha leitura do dia em um lugar agradável. E se eu me apaixonei pelo jardim, imagina o interior desta casa. Tudo é elegante, muito bem decorado, apesar do clima sombrio, como a alma de seu dono. — O seu quarto fica na segunda porta à esquerda. — A voz de Lucca me tira dos meus devaneios. O encaro por alguns segundos, mas decido não argumentar. — Vou subir. — É tudo que respondo. — Vou te dar 20 minutos. — Fico um pouco desnorteada e ele percebe. — Não pensou que o casamento não seria consumado, não é? Prefiro manter o silêncio e apenas sigo em direção ao quarto. É o dobro do tamanho do meu antigo quarto e percebo que a decoração não está completa. Espero poder mudar isso. Vou ao banheiro e decido tomar um banho. Só Deus sabe o que será de mim nesta casa, mas eu espero sobreviver. Demoro um pouco mais do que gostaria debaixo do chuveiro, escovo meus dentes e saio apenas com uma toalha no corpo, me assusto ao encontrar Lucca em pé ao lado da cama. Ele faz uma varredura por meu corpo e abre um sorriso de canto. Deus, porque esse homem tem que ser tão lindo? Vejo ele dar um passo em minha direção e por instinto eu dou dois passos para trás. Lucca abre um sorriso, sem deixar de me olhar nos olhos. — Não torne isso mais difícil… Você sabe que isso vai ser inevitável. — E-eu… Eu… — Shiii — Ele passa o indicador por minha bochecha, seu corpo ainda longe do meu. — Você não precisa falar nada. Ele se aproxima mais, me deixando com as costas grudadas na parede. — Solto um suspiro. Ok, Alícia! Faça o que tem que ser feito, só deixe o seu coração fora disso. — Não pense muito. — Por favor, não me machuque. — Eu não sei ser carinhoso. — Por favor! Por hoje ao menos… — Suplico. — Vou fazer um esforço, apenas hoje. Respiro aliviada, e sinto ele passar a mão por meu rosto, com o dedo polegar desenha uma linha em meus lábios e me beija. Eu paraliso, mas logo me entrego a um beijo quente e molhado. Enquanto nossos lábios estão unidos em uma dança deliciosa — para o meu primeiro beijo, devo confessar que adorei — suas mãos passeiam por meu corpo e quando me dou conta, minha toalha não está mais aqui. Lucca me faz deitar na cama e ali começa a traçar uma linha de beijos que vai desde o meu pescoço até a parte interna da minha coxa. — Cosí saporito. (Tão saborosa) Ele fala algo em Italiano, mas não consigo entender o que é. Estou embriagada por seus lábios e hipnotizada nessa dança de língua que forma uma quentura em cada centímetro do meu corpo. Ele continua com minha tortura até chegar no meu pontinho que está pedindo por atenção. Ali ele começa uma nova forma de me torturar, enquanto eu vou me afundando em um mar delicioso de prazer. Coisas incríveis, sentimentos nunca sentidos antes. — Delizioso e tutto mio (Deliciosa e toda minha) Lucca volta a falar mais alguma coisa, mas novamente eu fico sem entender. — Lucca, eu... Eu… — Eu sei. Goza pra mim, Alícia! Seu pedido era o que eu precisava pra me desmanchar em sua boca. Ele toma tudo de mim e quando vejo já está sobre mim. — Isso pode doer um pouco. — Ta… Sinto sua glande na minha a******a, ele começa a me penetrar. A dor vem tomando espaço e Lucca toma todos os meus gemidos de dor em seus beijos. — Posso me mover? — Po-pode… Ele começa em um ritmo lento, que apesar de dolorido, vai se tornando cada vez mais gostoso. Sua mão passeia pelo meu corpo, enquanto seus lábios intercalam entre minha boca, pescoço e s***s. Sua mão desce até meu c******s e ele começa um delicioso movimento circular com seus dedos. Dentro. Fora. Dentro. Fora. Dentro. Fora. Cada estocada vai ficando mais firme, cada movimento vai me levando a beira do abismo do prazer, e vejo pelo urro que Lucca solta, que ele também está próximo. — Goza pra mim Alícia. Goza pro teu homem! E, mais uma vez, seu pedido é o que precisava pra me entregar ao delicioso prazer que eu nunca havia sentido. Lucca também chega ao ápice e desmorona sobre mim. — Era buono e abbiamo appena fatto le basi. (Isso foi bom e só fizemos o básico) — O que você disse? Eu não consigo entender. — Tome um banho quente e um analgésico. Você vai precisar. Ele se levanta e sai. Fecho os olhos e depois de mais alguns instantes deitada, quando já estou sozinha novamente, me levanto e vou em direção ao banheiro, coloco a banheira encher e mergulho nela, quando volto ao quarto, a roupa de cama já foi trocada. Deito na cama e me perco em meus pensamentos. Não sei dizer ao certo quando peguei no sono, mas sei que quando acordei, já passava das onze horas da manhã. Vejo ao lado da cama, um copo de suco e um analgésico, agradeço mentalmente a quem o trouxe e o tomo. Faço minhas higienes matinais e desço pra tomar o café da manhã. — Bom dia senhora Baroni. Sou Rosa, a cozinheira. Rosa é uma mulher de aparência simpática, aparenta ter seus 50 anos. — Bom dia Rosa, tudo bem? Me chame de Alícia, por favor. — Como quiser, Alícia. Gostaria de tomar café da manhã, ou prefere o almoço? — Acho que vou pro almoço, você me acompanha? — Não senhora, obrigada, vou cuidar do meu serviço. — Negativo! Você me acompanha e assim, me conta um pouco sobre a casa, afinal, não conheço nada. — Como a senhora quiser. — Ok, mas sem “senhora”. Rosa sorri pra mim e vamos pôr a mesa pro almoço. Tivemos uma conversa agradável e pelo menos sei que encontrei uma amiga. Rosa me disse que Lucca saiu pela manhã, bem cedo e que não volta hoje. Bom, pelo menos assim, não preciso me preocupar com ele.
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