Narrado por Aurora A manhã seguinte ao jantar em família nasceu com um céu limpo e um sol preguiçoso atravessando os vitrais da mansão. A casa estava silenciosa, como se respeitasse o clima de gratidão que havia se instaurado entre aquelas paredes. Era a primeira vez, em muito tempo, que eu acordava com uma sensação real de paz. Caminhei devagar até o corredor lateral, onde sabia que Elias passaria em instantes. Ele sempre tomava um café rápido antes de seguir para a base. Mas naquele dia, ele estava um pouco diferente. Quando apareceu, já estava com o blazer preto nos ombros, a camisa branca impecável e o celular no bolso. — Bom dia — falei, sorrindo. Ele me olhou e respondeu com um beijo suave na testa. — Bom dia, minha menina. — Dormiu bem? — Sim. E você? — Como uma criança. Ach

