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501 Words

Narrado por Elias Levar os bebês pra casa foi tipo sair da guerra e entrar direto numa batalha diferente: uma que a gente não podia atirar, ameaçar ou torturar. Uma batalha que envolvia fralda, choro, leite, mais fralda e um tipo de sono que fazia a gente esquecer o próprio nome. O carro tava com o ar-condicionado ligado no grau mais alto, mas eu suava igual um condenado no banco de trás com os dois bebês no colo, enquanto a Aurora ria do meu desespero. Aurora: — Relaxa, Elias. Eles não vão quebrar. Elias: — Quebrar eu sei que não vão, mas e se eles explodirem? Já viu o volume desse choro? Ela soltou uma gargalhada e me deu um beijo no ombro. Aurora: — Eles tão vivos. Isso é bom. Eram. Vivos, famintos, e com pulmões de quem ia dominar o mundo. Lorenzo parecia ter nascido bravo, e He

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