Não te tiro da minha cabeça

2446 Words
-olha- eu disse me encostando na porta, a impedindo de entrar- eu realmente acho que é o destino -eu continuo dizendo que é azar, mas se você prefere chamar assim -então... O que faz aqui? -essa casa não é sua é? Porque eu duvido que a Rosa more com alguém como você -por quê? Eu sou perfeito- disse mostrando os músculos, ela revirou os olhos e eu ri -da licença? -pra que? -Castiel, me deixe passar -não, se quiser vai ter que me convencer e eu não sou tão maleável -eu vou gritar pela Rosa -não faria isso -não me conhece -mas quero conhecer -OH ROSA- ela gritou Eu não ia deixar isso acontecer, a peguei pela cintura com uma mão e com a outra eu tapei a sua boca, entrei e a prensei na parede, ela se debatia pra sair de la ainda gritando, mas o som saia abafado pela minha mão. Eu fechei a porta com um pouco de dificuldade, até ela parar de se mexer -vai ficar quietinha?- eu disse olhando nos seus olhos, ela não se moveu então fui soltando de vagar a minha mão de sua boca -ROSAAAAA- ela voltou a gritar e eu a tapei de novo -qual é o seu problema garota?- disse já ficando bravo -hum huum hum, hum- ela disse, mas estava com a coca tapada então não entendi -eu vou te soltar, mas se você gritar de novo eu foi calar você de outro jeito- sorri malicioso- posso? -hum Eu fui tirando a mão de vagar, do mesmo jeito de antes, mas dessa vez ela não gritou, mas eu não tirei o meu corpo de cima dela, caso ela tentasse fugir de alguma maneira desconhecida -agora pode me deixar ir? -claro, mas antes me diga uma coisa? -fala -porque estava chorando hoje no treino?- eu não ia perguntar isso, não chegava nem perto disso, mas saiu, eu me senti ficando vermelho -CASTIEEEEEL- ouvi alguém dizer na escada e as luzes se acenderam- LYYYS LYSANDREEE- era a Rosa, eu larguei da Manu na mesma hora O Lysandre apareceu correndo com a Iris, de repente tudo estava parado, eu quase colado com a Manu, o Lys com a Iris e a Rosa na escada com algumas meninas atrás e todos me olhavam, eu levantei as duas mãos como sinal de eu não fiz nada -o que você tava fazendo com ela seu i****a?- a Rosa desceu e puxou a Emanuelly pra ela -nada, eu não fiz nada -fez Manu?- todos olharam pra ela, que parecia estar desnorteada, ela ficou encarando o chão e não respondeu- Manu? -oi- ela levantou a cabeça e me encarou, seu olhar tinha muitas emoções- não, ele- ela parou e olhou pra todo mundo- ele não fez- engoliu -você ta bem?- o Lysandre perguntou -to, eu só to meio zonza- de repente ela começou a puxar o ar, como se não conseguisse respirar- calma- disse se apoiando na Rosa com a cabeça pra cima, as meninas que estavam com a Rosa já tinham subido e a Iris voltou pro “estúdio” -amiga- a Rosa disse calma A Manu começou a puxar mais forte o ar a cada segundo, ela começou a tremer e tentar abrir a bolsa que estava com ela o mais rápido possível, mas sem sucesso -minha- ela disse fraca- bom, bom, bombinha- ela disse e ficava cada vez mais desesperada O Lysandre abriu uma gaveta correndo e eu fui até ela, a Rosa abriu a bolsa dela procurando a bombinha -não tem nada aqui- ela disse -AQUI- o Lys veio com uma bombinha e deu pra ela que na mesma hora estava quase caindo, mas eu a segurei Eu a levei pro sofá enquanto a mesma usava a bombinha, depois ela parou e começou a respirar normalmente -você tem asma amiga? -não, magina ela tem é criatividade e imaginação pra fazer todo esse teatro -aff Castiel -você também Rosa, não colabora -o melhor agora é você descansar- disse Lysandre voltando da cozinha com um copo de água -meu quarto ta cheio de gente -fica no meu eu não me importo- o Lysandre disse Serio, eu não sei por que, mas a idéia dos dois dividirem o mesmo quarto não me agradou, não sei qual foi a minha expressão naquele momento, só sei que soltei -não, ela não vai ficar sozinha com você não- eu ainda estava a segurando -calma, o meu irmão não vai estuprar ela enquanto dorme -e daí? Não quero -e quem é você- a Rosa ergueu o tom, eu vi o Lysandre sorrindo -deixa Rosa, e Castiel eu disse que ela ia dormir no meu quarto, não que eu ia dividir uma cama com ela, eu fico na sala sem problemas -não precisa Lys- a Manu finalmente falou alguma coisa, desde quando ela o chama de Lys? Em?- eu fico aqui e já melhoro, vim pra ficar com as meninas -é melhor não Manu, eu sei o que é isso. Faz tempo que tive um ataque, mas ainda me lembro de como é -eu vou ficar aqui também- todos me olharam -pra que? -pra ficar de olho nela -gente- a Kim saiu do estúdio- a gente já vai- seguida por todos -é já esta tarde mesmo- a Rosa disse- sem querer expulsar vocês- ela disse constrangida -não se preocupe amiga- a Iris disse- bom até mais- ela disse se despedindo e indo embora junto com o pessoal- você não vem Cast?- ela perguntou já na porta -não eu -vai- a Rosa me cortou e começou a me jogar pra fora de la -o que foi isso?- a Kim me perguntou quando já estava pra fora -nada- disse indo em direção a moto Eu subi, estava muito preocupado com a Manu, coloquei o capacete e fui pra casa, minha mãe estava vendo TV quando eu cheguei. Porque eu estou tão preocupado com ela? O que ela é pra mim? Nada! Eu encontrei com ela umas três vezes na vida. O que esta acontecendo com você Castiel, pare de pensar nela, na Kelly, pensa na Kelly. Não da, por mais que eu tente pensar em outra coisa ela ocupa todo o espaço da minha cabeça -você ouviu o que eu disse Castiel -o que?- eu me virei pra ela e percebi que ela estava me olhando -seu jantar esta na geladeira -ta bom- eu disse indo até a cozinha Esquentei a minha comida, comi, subi e tomei um banho, me troquei e me deitei tudo isso pensando na Emanuelly, meu Deus o que é isso? Não gostei nem um pouco porque da ultima vez que isso aconteceu eu estava apaixonado pela Debrah e eu não quero aquilo de novo pra minha vida não, para de pensar nela Castiel para, já sei Peguei meu celular e procurei o numero da Cami, isso ela sempre me faz esquecer de tudo, liguei e ela atendeu disse que estava sozinha em casa. Olhei no relógio e ainda eram dez da noite, coloquei outra roupa e peguei meu celular, carteira e chaves do carro, sim porque né? Fui descendo bem devagarzinho e vi que minha mãe não estava mais na sala então fui até a garagem, peguei o carro e sai. A Camila era uma menina que eu conheci por ai, ela é linda, loira dos olhos azuis, ela tem 1,75 de altura e é modelo, assim que cheguei na frente da casa dela liguei e ela disse que já estava descendo, eu fiquei de olho no portão e do nada ela apareceu enrolada num roupão, destravei a porta e ela entrou -oi meu bem- ela disse e me deu um selinho -ola- eu disse sorrindo maliciosamente- porque esta com esse roupão, não vamos precisar dele -eu sei, é porque ta frio -se preocupa não-eu disse me aproximando- já vai esquentar- disse e a beijei *intervalo de tempo de 20 minutos* -você é um i****a Castiel- ela disse me tirando dela e colocando a calcinha e o sutiã -não foi minha culpa Cami -agora você diz meu nome?- ela falava brava e vestindo a camisola mais sexy que eu já vi- vai a merda Castiel- ela disse, colocou o roupão e saiu do quarto E eu fiquei la, igual um retardado. Será possível que até nessas horas a Emanuelly vem na minha cabeça? O que me custava ter dito Cami, não eu tinha que dizer Manu, que bosta! Coloquei minha cueca e minha calça e voltei pra casa, já era quase meia noite, subi nas pontas dos pés, eu só tirei a calça e me joguei na cama. Não é possível Acordei no dia seguinte umas nove horas, minha mãe deve estar na casa de uma das amigas dela, me levantei e fiz a minha higiene, quando abri a porta pra sair do quarto o Dragon pulou em mim e me derrubou -p**a que pariu Dragon- eu disse rindo enquanto ele lambia meu rosto- estava com saudades de você também, quer passear?- assim que eu disse ele parou desceu correndo e eu fui pra cozinha, eu estava colocando manteiga no pão quando ele aparece com a coleira na boca- achei que tinham trocado seu celebro naquele lugar Eu terminei de comer com ele do meu lado, depois subi e me troquei e ele me acompanhou, eu deixei um recado pra minha mãe caso chegasse antes de mim dizendo que tinha ido passear com o Dragon, prendi a coleira nele e sai, fui até o parque fiquei com ele um pouco, jogando a bolinha e depois o soltei, e la vai ele. Me sentei num banco e fiquei no celular quando um cachorro branco, todo branco chegou do meu lado, era lindo, é um filhote -oi- eu disse fazendo carinho, ele estranhou no começo, mas depois se deixou levar pelas minhas mãos quentinhas -BRANCA- eu ouvi alguém gritando de longe, é uma menina, olhei na coleira dela e tinha o nome- BRANCA- depois um latido eu consegui ver a Manu se aproximando, mas não de mim, ela olhava pra todos os lados -é a sua dona?- eu perguntei e apontei na direção dela, recebi um latido como resposta -BRANCA VEM- mais um latido, foi quando vi que do lado da Manu tinha um cachorro grande, mas tinha alguns pelos pretos e mais um pequeno na coleira igual ao que estava com ela Ela passou o olhar por todo o parque até que a branca resolveu latir e ela olhou na minha direção e do nada começou a correr, os outros cachorros também -serio?- ela não parecia cansada- até aqui? Eu não posso te soltar por um minuto?- ela disse falando com a cachorra que parecia achar graça da reação da dona- obrigada- ela disse sem olhar pra mim- não sei o que faria sem ela- finalmente me olhou- ah, é você -de nada -o que faz aqui? -vim trazer meu cachorro pra passear- ela olhou em volta de mim e depois pra onde tinha mais gente -não to vendo nenhum cachorro- de repente eu avisto o Dragon vindo correndo então apontei pra ele- ah, bom. Obrigada mesmo assim -qual o nome deles?- eu disse quando ela já estava se virando pra ir embora, ela se virou -Marmaduque- ela disse e apontou pro cachorro adulto- e esse é o Bambam -são Huskys? -sim -é o pai deles?- disse apontando pro Marmaduque -sim -e cadê a mãe deles -morreu no parto -sinto muito -obrigada, posso ir agora- finalmente o Dragon chegou e foi logo cheirando a Manu- não, não posso ir- ela disse e se abaixou fazendo carinho nele- qual o nome dele -Dragon -legal -a maioria das meninas se assustam com ele e com o nome dele -eu não sou como a maioria -percebi De repente os cachorros começaram a se cheirar e depois saíram correndo, só o Bambam que estava na coleira que ficou olhando pra eles e tentando ir pra brincadeira -só um pouco em- ela disse e o soltou, ele foi correndo até os outros e a Manu se sentou ao meu lado -porque só ele estava na coleira -o Bambam tem problemas de respiração, a mãe deles estava doente quando deu a luz -que pena né? -sim -aliais, o que aconteceu com você ontem? -asma -eu sei, mas -eu só fico com isso quando estou estressada de mais, ou às vezes, bem poucas quando eu tenho adrenalina de mais no meu corpo -você é uma atleta, adrenalina faz parte do seu dia-a-dia -então ainda bem que são poucas as vezes que isso acontece -por isso tem um cuidado maior com o Bambam? -minha mãe também estava doente quando eu nasci- calma, eu estou tendo uma conversa com ela é isso? Calma Castiel, vai continua assim -porque não morava com o seu pai?- ela me olhou de um jeito diferente e depois voltou seu olhar para os cachorros- desculpe, eu não quis -eu nasci prematura, de sete meses, nada que um bom hospital não resolvesse, mas a minha mãe não foi tão fácil assim. Ela ficou com depressão pós parto, ela não me queria então minha tia veio morar aqui pra cuidar de mim, não era sempre sabe, era até estranho porque às vezes ela queria me amamentar, brincas comigo, mas outras vezes ela queria que eu morresse. Isso é claro afetou no casamento dos dois, então o Gustavo- ela suspirou e olhou pra baixo- começou a trair a minha mãe e ela descobriu o que aumentou a depressão dela, eu já deveria estar com uns sete anos. Então de manha quando eu fui chamá-la pra tomar café ela não respondia, entrei no quarto e a mão dela estava tombada pra fora da cama, na outra mão tinha remédios e mais remédios vazios, e garrafas e mais garrafas de vodka e mais um monte de coisas. Eu comecei a gritar e minha tia veio até mim, depois disso Gustavo começou a trazer mais e mais mulheres pra casa, até a minha tia entrar na justiça pra ter a minha guarda pro negligencia, ela ganhou e nos mudamos pra New York. Eu fiquei esperando meu pai ir me buscar, mas ele não foi. Até que há um mês a minha tia quis me mandar pra cá, pra eu ter mais afeto pelo meu pai, mas isso é mentira, eu sei por que ela me mandou -e porque foi? -ela ta com câncer e não quis que eu a visse morrer- ela limpou uma lagrima Não sei o que me deu, mas eu só a ergui e a abracei com força, deve ter sido muito difícil pra ela, não é qualquer um que passa por isso e não desaba. Ficamos abraçados por um bom tempo
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