Heloísa forçou-se a levar a xícara até os lábios, mesmo sem vontade alguma de comer. Qualquer coisa era melhor do que continuar ouvindo Henrico falar daquela noite. Cada palavra dele fazia seu rosto esquentar mais. Ela tentou ignorá-lo, concentrando-se no café e nas frutas à sua frente, mas era impossível quando o mafioso continuava tão perto. Perto demais. Henrico observava cada pequena reação dela como um homem perigosamente satisfeito. Como se finalmente tivesse conseguido aquilo que desejava desde o momento em que a viu. Sem pedir permissão, ele inclinou o rosto lentamente até o pescoço dela. Heloísa prendeu a respiração imediatamente ao sentir o nariz dele deslizar devagar por sua pele. — Henrico… — sussurrou constrangida. Ele ignorou. Inspirou profundamente o perfume dela

