✨ CAPÍTULO 3
- Parabéns então, fico feliz. Agora se nos dão licença, estamos com pressa. - Nicholas se virou ainda com a mão na cintura de Catarina e começou a caminhar ao lado dela até seu carro. - Entra.
- Não, você ficou maluco? - Catarina se virou pra ele.
- Eu quero ter uma conversa com você e esse não é o local apropriado. - Nicholas abriu a porta do carro pra ela. - Entra no carro e vamos conversar.
Catarina revirou os olhos e entrou no carro cruzando os braços.
- Pra onde a gente vai? - ela olhou pra ele quando ele entrou do outro lado.
- Para o meu escritório e eu prezo por um ambiente bastante silencioso, então deixe pra falar quando chegarmos lá.
- Quanta grosseria, tá bom então. - Catarina manteve os braços cruzados e permaneceu olhando pela janela durante todo o caminho.
Ao chegarem na empresa Volare, Nicholas saiu e logo depois abriu a porta do carro pra ela, podia ser um grosseiro, mas era um tanto cavalheiro. Ele a acompanhou até seu escritório e ao entrarem, Nicholas fechou a porta.
- Sua namorada? Escuta quem você pensa que é? - Catarina ficou de frente pra ele.
- Quem eu penso que sou? - ele riu. - Você que me beijou primeiro e por conta disso, eu estou na boca da mídia de novo.
- E a culpa é minha, a por favor, você foi ainda mais longe que eu. - ela cruzou os braços.
- Escuta, eu preciso que leve essa história a diante, sabe aquela garota? Era a minha namorada e eu nunca tinha visto ela ficar com ciúmes de alguém, mas ficou de você e eu não faço ideia do porquê, mas sei que quero que ela volte comigo.
Catarina ouviu aquela historinha e começou a rir incrédula enquanto Nicholas respirava fundo olhando para cima.
- Já acabou? - ele arqueou uma sobrancelha a olhando.
- É assim que você reconquista uma mulher? Colocando outra na sua vida? - ela riu novamente - Isso é ridículø, obrigada, mas não quero participar.
Ela já estava dando as costas para sair quando Nicholas agarrou seu braço e a puxou colando seus corpos. Naquele momento, Catarina sentiu seu cheiro amadeirado misturado com baunilha, o cheiro daquele homem era apaixonante.
- Você me deve isso. - Nicholas falou a olhando. - A gente faz um contrato e assina.
- Eu te devo isso? Você só pode estar brincando. - ela se afastou. - O meu tio se mata de tanto trabalhar para a sua empresa e até onde eu sei, você jogou mil pedras nele por causa de um erro pequeno que nem ia fazer diferença.
- Não é bem assim... - ele foi interrompido por Catarina.
- Não é bem assim? Hoje é domingo e os seus funcionários estão lá fora trabalhando, que tipo de homem você é? - ela deu um passo pra trás. - Nem precisa responder, você é um cara impiedoso, é uma máquina e não um ser humano. Meu tio nunca passou nenhum feriado com a família, são raros os fins de semana que ele está em casa e vocês não sabem reconhecer o valor dele.
- Catarina, não ultrapasse os limites. - Nicholas deu um passo na direção dela.
- Você já ultrapassou quando quis fazer um contrato de namoro falso pra reconquistar a sua ex-namorada e quanto mentiu pra ela dizendo que eu era sua namorada. Agora vai ter que esclarecer tudo, vai ter que colocar esse seu rostinho na frente da imprensa pra falar sobre a sua vida pessoal e sei perfeitamente que você odeia isso.
- Ótimo, até posso fazer isso, mas você também tem que estar presente e assumir toda a culpa. - Nicholas colocou as mãos no bolso.
- Assumir a culpa. Eu não achei mesmo que você fosse assumir um erro. - ela balançou a cabeça. - Tudo bem, eu topo aparecer e assumir a responsabilidade, se isso significa nunca mais ter que olhar na sua cara e você também não pode fazer nada contra o meu tio.
- Fechado. - ele estendeu a mão e ela apertou.
Catarina saiu dali um pouco nervosa depois de passar seu número para ele, os funcionários a olhavam curiosos e por sorte não encontrou seu tio ali. Assim que saiu da empresa, ela fechou os olhos respirando fundo e passando as mãos no rosto.
No dia da coletiva, Catarina estava com suas amigas, elas não sabiam de nada, mas foi um pedido de Catarina para elas a acompanharem. Ela estava bem vestida naquela manhã de segunda-feira, usava um perfume fresco e estava usando uma maquiagem leve.
- Catarina. - Matteo tocou seu ombro por trás e a puxou para se afastarem de todo o pessoal. - Eu sinto muito de verdade.
- Sente muito? Eu quero voar no seu pescoço, Matteo. - ela revirou os olhos.
- Olha, eu sei que tem dificuldade de se relacionar com as pessoas, mas é ridículo você estar aqui pra esclarecer sobre aquele beijo, todo mundo sabe que você não faz parte desse mundo e Nicholas Martinelli não daria chance a uma mulher como você.
- Oi? - Catarina o encarou com raiva. - Uma mulher como eu? O que diabøs você quer dizer com isso?
- Não é que você seja uma mulher vulgar, nem nada do tipo, é que você não faz o tipo dele. - Matteo tentou se explicar.
E aquela foi a gota d'água para Catarina, ela acabou de ser humilhada, pela segunda vez, por seu ex namorado. Ela ficou em silêncio, deu as costas para aquele idiøta e caminhou na direção do palanque onde Nicholas estava. Ela deu uma última olhada para Matteo, que a observava sério, se virou para Nick e o beijou ali mesmo na frente de todo mundo, deixando suas amigas boquiabertas e surpresas. Francesca observou aquela cena com uma cara abatida, dentro dela seu sangue fervia de raiva, Nicholas nunca permitiu que ela o beijasse em público assim e agora aquela garota, que ela nunca ouviu falar sobre, aparece e o coloca numa coleira.
Depois que Catarina afastou um pouco seu rosto de Nicholas, seus olhares se encontraram e ela permaneceu perdida naqueles olhos por alguns segundos, até se dar conta que, novamente, havia agido por impulso e beijado aquele homem na frente de todo mundo.
- Catarina. - Nick chamou pelo seu nome em um mais sério.
- Eu topo. Tem minha resposta. - ela disse sem se afastar dele mantendo suas mãos em seus ombros.