Ódio

1375 Words
✨ CAPÍTULO 1 Catarina Moretti era uma jovem adulta de 26 anos, era estudiosa, responsável e morava com seus tios, Edmundo e Frida, ela havia perdido seus pais quando tinha 8 anos e desde então passou a viver com seus tios, que eram extremamente carinhosos com ela. Catarina, ou Cat, como seus amigos a chamavam, fazia faculdade de arquitetura e urbanismo e às vezes ajudava sua tia na cafeteria da família, enquanto seu tio trabalhava na construtora Volare, a famosa empresa da família Martinelli, a família mais influente da Itália. Nicholas Martinelli, com seus 27 anos, era um arquiteto renomado, trabalhava na empresa da sua família, era um homem sério, se importava com seu trabalho e suas responsabilidades e odiava escândalos, era um homem reservado e perfeccionista, gostava de mandar e detestava ser contrariado. Era sábado de manhã, a cidade de Florença amanheceu fria e com geada, Catarina adorava aquele clima, particularmente, o frio a deixava mais feliz. - Bom dia, tia. - Catarina havia acabado de descer para tomar seu café da manhã. - Bom dia, querida, preparei waffles e um delicioso chocolate quente pra você. - Frida se sentava à mesa junto com sua sobrinha. - O tio já saiu? - Catarina servia um pouco de chocolate quente em sua xícara. - Já sim, o senhor Martinelli ligou cedo pra ele hoje, o sol nem tinha saído ainda. - O Martinelli filho ou o pai? - Catarina sentia dó do seu tio por trabalhar demais, ele já era bem mais velho e quase não tinha tempo pra família. - O filho. - Frida levou à boca um pedaço de torrada com geleia. - Nossa, como eu odeio essa família, eles vivem escravizando o tio Edmundo e colocam ele pra trabalhar até nos feriados, que tipo de pessoa insensível esse cara é? - Cat revirou os olhos. - Eu sei que odeia eles, querida, mas é graças a ele que o seu tio coloca comida em casa. - Frida falou calmamente. - O dia que o tio sair de lá, eu juro que vou dizer umas boas verdades na cara daquela gente esnobe e ignorante. - Alguém está falando de novo da família Martinelli. - Melissa, sua prima, falou ao entrar na cozinha. - Bom dia, Melzinha. - Cat sorriu para sua prima. - Acho que ainda não ficou óbvio como tenho raiva deles. - Tem razão, prima, não ficou. - Mel era uma das melhores amigas de Catarina, sempre estavam juntas. - Hoje é aniversário da Júlia, elas chamou vocês. - Frida olhou para as meninas. - Não sei se estou afim de ir, ela é uma chata, metida a bėsta. - Cat revirou os olhos e terminou seu café da manhã. - Você vai sim, você prometeu que ia comigo e as meninas. - Mel fez um biquinho. - Já me arrependi da minha promessa, mas tá, eu vou com vocês. - Catarina se levantou e ajudou sua tia a retirar a mesa do café da manhã. Do outro lado da cidade, Nicholas chegava na casa de seus pais para tomar café da manhã com eles. - Bom dia, meu querido. - Alessandra beijou a bochecha do seu filho. - Venha, o café já está posto. - Bom dia. - Nicholas caminhou junto à sua mãe até a mesa e se sentou. - Bom dia, Nicholas, vai para a empresa? - Nathaniel perguntou antes de levar a xícara de café até sua boca. - Vou, mas antes devo passar no terreno do novo hotel. - Nick se serviu. - Vai à festa da Júlia hoje? - Alessandra perguntou enquanto olhava para seu filho. - A Fran vai estar lá. - Eu vou só para manter as aparências nos negócios. - Nicholas se serviu e começou a tomar seu café da manhã. - E quanto a Francesa? - Alê tomou um gole do seu chá. - Ela já disse que não quer voltar pra mim. - Nicholas respirou fundo. - Podemos trocar o assunto? - Claro que ela quer voltar pra você, ela te ama. - a mãe de Nick continuou insistindo no tema. - Mãe, já chega. - Nicholas se levantou. - Eu vou trabalhar, bom dia pra vocês. - Bom dia, irmão - Pietro passou por Nick - Tchau, irmão. Alguém acordou de maü humor hoje. - ele se sentou ao lado da mãe. - Bom dia, filhinho, seu irmão é assim mesmo. Aproveite seu café da manhã. O dia para Nick e Cat foi tranquilo, ele revisava alguns contratos, desenhava alguns esboços e ela ajudava sua tia na cafeteria. Por volta das 19h, Catarina havia acabado de se arrumar, estava trajando um vestido branco meio acetinado, que acentuava sua cintura e realçava suas coxas, calçou um salto de tamanho médio e deu uma última olhada no espelho. - Caty, vamos? Não quero chegar atrasada. - Melissa entrou no quarto. - Tô pronta, vamos. - foram até a garagem e entraram no carro de Catarina. Chegando lá, Cat entregou a chave para o manobrista e entrou com Mel no local da festa. - Vocês vieram! - Júlia Bertinelli sorriu indo cumprimentar as meninas. - Que bom, aproveitem. - Não vamos demorar demais aqui tá legal? Fiquei de encontrar o Matteo mais tarde. - Catarina foi com Melissa até uma das mesas. - Aquele imbėcil que sai pra viajar e esquece que você existe? - Mel a olhou. - Não é bem assim. - Catarina suspirou. - A tá bom, Caty. - Melissa pegou duas taças de champanhe quando o garçom se aproximou. - Aqui, toma isso, você está com uma cara péssima. - Estou indignada que o tio precisou trabalhar o dia todo e ainda levou uma bronca porque um tracinho saiu do espaço indicado, acho que esses Martinelli são uns imbecïs viciados em trabalho que não tem vida. - Calma, mulher, relaxa um pouco, estamos em uma festa. As meninas acabaram de chegar. - Melissa acenou para Marina e Elizabeth. - Finalmente! - Elizabeth não conseguia decidir se usava a sandália branca ou azul. - Marina cumprimentou suas amigas com um beijinho no rosto. - A culpa não é minha. - Elizabeth abraçou Catarina e Melissa. - A festa está bastante agradável. - Alguém parece não estar se divertindo. - Marina olhou para Cat sorrindo. - Olha, essas festas de gente rica, toda essa elegância, essas falsidades, não são pra mim, vocês sabem. - Catarina olhou para as pessoas e viu alguém conhecido ali. - Eu já volto. Ela caminhou em passos rápidos até Matteo, que começou a caminhar na direção do jardim. - Matteo! Espera! - Catarina continuou indo atrás dele até chegarem ao jardim, onde tinha algumas poucas pessoas. - Cat, precisamos conversar. - Matteo parou se virando para sua namorada. - Eu achei que você chegaria só amanhã. - ela o abraçou. - Por que não me ligou? - Desculpe, é que, nossa não sei como te dizer isso. - Matteo coçou a nuca um pouco nervoso. - Você está estranho, aí nossa, vai me pedir em casamento? - Catarina sorriu. - Não, não é isso... - ele suspirou. - Eu sei que não é fácil pra você conhecer alguém, você é muito fechada, não dá oportunidade para os outros, mas também não gosta de ficar sozinha... - O quê que você tá dizendo? - ela arqueou uma sobrancelha. - Que conversa estranha é essa? - O que eu estou dizendo, é que conheci alguém em Londres e... Quero terminar com você. - Você o quê? - ela arqueou as sobrancelhas. - Você fez todo um monólogo de como eu não consigo arrumar ninguém, pra dizer que quer terminar? - Catarina bufou nervosa. - Então você acha que não consigo arrumar ninguém além de você? Que não tenho coragem de conhecer e nem beijar outro cara? - Caty, calma por favor. - Matteo tentou tocar os ombros dela, mas ela se afastou. - Você é um imbėcil e quer saber? - ela olhou ao redor e viu um cara parado olhando seu celular. Catarina deu as costas para Matteo, caminhou firme até o homem que estava próximo dali e antes que qualquer um dissesse alguma coisa, ela segurou a gola da camisa dele e beijou seus lábios.
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