Tony Narrando Eu não consigo esquecer o momento em que encontrei a Serena desmaiada. Ela estava sentada numa cadeira, toda amarrada, com o corpo mole, como se a vida já tivesse escapado dela. O sangue manchava suas roupas e formava uma poça no chão. Foi a cena mais aterrorizante que já vi. Meu coração disparou, meu sangue ferveu. A única coisa que passava na minha cabeça era: Eu não vou deixar ela morrer. Sem pensar duas vezes, puxei o canivete que sempre carrego no bolso e cortei as cordas que a prendiam. Não tinha tempo pra hesitar. Peguei Serena nos braços, sentindo o peso do corpo dela, mole, sem reação. Saí correndo, desesperado, pedindo socorro. O índio atirou no meu pai, mas nesse momento, nada disso importava. Se ele estava fazendo o meu pai de peneira com balas, tanto faz. Tud

