~~CAPÍTULO 14~~
CHLOE ROSS
Acordo na mesma posição em que dormi, exceto pelo fato de que o edredom foi colocado na altura de minha cintura. Os braços de Diego ainda me envolvem, e o cheiro de sexo ainda paira no ar. Com o olhar, procuro um relógio pelo quarto, escutando a respiração leve de Diego perto do meu ouvido. Hesito em me mexer e acordá-lo, mas preciso usar o banheiro. Começo a tirar lentamente seus braços do meu corpo grudento.
Ele geme algumas vezes no sono, e eu sorrio, surpresa por não estar arrependida. Acordei sem o menor sinal de remorso ou vergonha. Mas também não tenho o desejo de ficar tempo demais. Ah, não, definitivamente quero manter a vantagem. Quando acho que fiz progressos, sinto seus braços me prenderem como um torno, me imobilizando com eficiência.
— Nem pense nisso, Chloe.
Ele grunhe, a voz rouca de sono. Coloco as mãos nos seus braços, tentando me soltar.
— Preciso usar o banheiro.
Ele me solta e eu corro para o banheiro, depois de fazer minha higiene básica, eu voltei para cama. Encosto a cabeça no seu ombro num gesto de exasperação, e seus lábios se viram para o meu rosto, me beijando suavemente, os vestígios de sua barba roçando em mim. É uma sensação gostosa, nem de longe a reação que eu esperava na manhã seguinte. Assim que o sinto relaxar os braços, enquanto se ocupa de acariciar meu rosto com o dele, estou deitada de costas, pernas abertas e punhos presos ao lado da cabeça. Ele me olha de cima, os olhos brilhantes e dançando de satisfação. Ah, sim, está muito satisfeito consigo mesmo e preciso dizer que está maravilhoso com o cabelo despenteado e a barba escura começando a aparecer. Meu corpo reage a ele automaticamente, e meu coração está em algum lugar entre meu esterno e minha garganta. Seu cheiro matinal é uma mistura de suor e aquela essência de água fresca que tanto amo. Estou sem fôlego. Ele deve achar que sou fácil. Bem, eu sou… com ele.
Ele passa o nariz no meu.
— Dormiu bem?
Ele quer conversar agora?
— Muito.
Mexo os quadris de maneira sugestiva, e suas sobrancelhas se levantam, os lábios querendo sorrir.
— Eu também. Espero que ele tome a iniciativa. Diego me observa com atenção, inclina devagar o rosto sobre o meu e, quando nossos lábios finalmente se encontram, dou um gemido, abrindo a boca de maneira convidativa e tremendo sem querer quando ele passa a língua pela minha, sem pressa, seduzindo minha boca e se afastando de vez em quando para me beijar gentilmente, antes de reiniciar a exploração.
Ah, gosto muito do Diego gentil. Ele está a quilômetros de distância do dominador senhor do sexo que encontrei ontem à noite. Quando está feliz por eu ter demonstrado interesse, ele solta meus punhos e me acaricia com a ponta do indicador pelos lados do corpo. É o bastante para eu quase convulsionar e mexer o quadril com a espiral que começa em meu ventre e termina no meu sexo. O toque dele é viciante.
Ele é viciante. Estou totalmente viciada. Abraço-o para espalmar seu traseiro sólido como uma rocha. Aplico um pouco de pressão, empurrando seus quadris contra os meus de propósito. Gememos em uníssono, um na boca do outro.
— Eu me perco completamente em você,
Ele murmura nos meus lábios antes de se afastar, observando meu rosto enquanto se enterra lento, porém, decididamente em mim, centímetro por centímetro, fazendo minhas mãos irem de imediato parar em suas costas e meus olhos se fecharem. Estou preenchida. Ele está imóvel, permitindo que eu me ajuste ao seu redor, suas costas, tensas, a respiração, curta. Sei que ficar assim parado deve exigir muito esforço.
— Olhe para mim, Chloe.
Abro os olhos. Sua mandíbula está tensa, a linha de expressão mais profunda que o normal, os olhos azuis. Mecho o quadril sutilmente para demonstrar que estou bem e, ao meu convite, ele se retira ao ponto de eu achar que vai desistir, mas, então, pouco a pouco, me penetra de novo o mais fundo que consegue para dentro e para fora, para dentro e para fora.
— Hmmm.
Solto um gemido com uma longa expiração.
— Amo sexo sonolento com você.
Ele diz, com a voz cheia de ar. Os movimentos calculados e deliberados fazem um estrago no meu autocontrole. Levanto o quadril para ir ao encontro de seus ataques, trazendo-o mais fundo e me levando às alturas. A sensação é extraordinária.
— Assim está bom, Chloe?
Ele pergunta baixinho. Ele sabe que está. Seu olhar ainda está travado no meu e fico surpresa de conseguir manter a i********e. É como se tivéssemos sido feitos para estar aqui.
— Sim.
Respondo.
— Mais rápido?
Não. Assim mesmo, por favor, só assim.
— Está perfeito.
O Diego forte, poderoso e controlador é incrível, mas, nesse momento, este aqui é absolutamente perfeito. Ele me percorre com os olhos, enquanto mantém o movimento de vaivém. Quero que ele me beije, mas parece tão satisfeito apenas me olhando, então prendo as pernas na sua cintura e corro os dedos por seus braços muito de leve.
Ao se afastar devagar, ele faz uma pausa, momentaneamente parecendo reunir forças, os olhos fixos nos meus.
— Chega de sexo preguiçoso.
Ele murmura e vem com tudo para o lugar mais fundo possível dentro de mim, não me dando tempo para me acostumar. Ele grita e se retrai antes de repetir o delicioso movimento outras vezes, saindo devagar e voltando com força. O prazer me invade como uma tempestade, fazendo minha mente entrar em órbita. Suas ações são controladas e exatas. Estou chegando ao limite. Agarro seus cabelos, puxando seus lábios para mim, passando a língua pelo seu lábio inferior e mordendo-o de leve, raspando-o nos meus dentes até finalmente libertá-lo. Ele me invade de novo, seu rosto tenso encontrando meus lábios.
Ele me beija com paixão.
— Nunca vou deixar você ir embora.
Ele me avisa entre beijos.
— Não quero que me deixe ir.
Ele congela de repente, interrompendo o ritmo que me fazia desintegrar em seus braços, e eu me encolho, surpresa pela ausência de movimento, meu orgasmo no limbo. Ele ainda está enterrado em mim e levanta a cabeça para me olhar. Sou arrancada de meus pensamentos confusos imediatamente pelo olhar de desaprovação que vejo no rosto dele.
Sua língua varre seu lábio inferior, e ele ofega, ao mesmo tempo que empurra o quadril para a frente, trazendo meu orgasmo dormente de volta à vida. Minha pele arde, e ele me penetra, devagar e sempre, o mais fundo que pode. Passo a mão pelos seus cabelos, puxo seus lábios para os meus e o devoro, enquanto ele continua os movimentos cadenciados.
— Vou gozar.
Ele murmura.
— Goze comigo, Chloe. Me dê isso.
E com mais três estocadas, minha mente fica em branco, e fogos de artifício explodem na minha cabeça. Eu irrompo sob ele com um grito. Ele faz força para falar, unindo-se a mim em meu prazer, enquanto tento dominar meus gritos e começo a gemer alto e longamente quando sua ereção se expande, tremendo, antes de liberar jorros de sêmen quente dentro de mim.
Ele cai sobre mim, projetando o quadril com força, garantindo que até a última gota seja esvaziada. Estou destruída, e ficamos abraçados, tentando trazer a respiração ao normal.
Estou funcionando no piloto automático, mas isso eu ouvi em alto e bom som, e não sei como processar a informação. Acho que nós dois já falamos demais. É isso que acontece quando nos deixamos levar pelo momento. Desejo e paixão tomam conta e, antes que você se dê conta, palavras ridículas estão saindo de sua boca. Após alguns minutos de silêncio, estou mais que desconfortável, então me mexo um pouquinho embaixo dele.
— Preciso tomar banho.
Ele desliza para fora, fazendo um esforço exagerado para cair na cama. Não tenho ideia do que possa estar deixando-o frustrado. Sem uma palavra, piso no carpete branco e vou até o banheiro, fechando a porta. Sei que ele observou cada passo meu. Pude sentir seus olhos queimando minhas costas nuas.
Ligo o banheiro, lavo as mãos e faço a limpeza bocal enquanto água aquece, de repente, ouço a porta abrir e o enorme Diego entrando, ele sorri para me beijando meu ombro nu.
— Não posso me atrasar.
Murmurei para ele.
— Ainda é cedo.
Ele afastou-se deixando vazio em meu corpo, alcançou a banheira e virou as torneiras, ele estende sua mão alcançando a minha, deitados na banheira, fechei os olhos sentindo a água quente deslizar pelo meu corpo, relaxando meu sexo.
— Ligue para seu pai, peça que ele apresse nosso noivado.
Fechei os olhos ouvindo apenas as nossas respirações, não vou dar-lhe esse privilégio de me ter assim facilmente.