O silêncio que caiu foi instantâneo e pesado. Rafael e Luna se entreolharam — os dois prestes a levantar — e o clima ficou sufocante. Ângela percebeu o próprio deslize e se apressou: — Como amigo, gente, por favor, né? Rafael soltou um resmungo. — Não foi o que pareceu. Podia ter falado junto, né? Gabriel levantou uma sobrancelha, mas não disse nada. Só passou a mão no cabelo e desviou o olhar. — Vamos conversar no jardim. Agora. — disse, num tom que não deixava espaço pra objeção. Gabriel assentiu. — Vamos. — No jardim? — Luna protestou, a voz saindo fina, envenenada de ciúme. — Por que lá, exatamente? Ângela se virou, impaciente. — Quando a gente ficava, ele era jardineiro, lembra? A gente ia lá sempre. Luna abriu a boca, mas nada saiu. — Ah, não fode, Ângela. — Rafael resmungo

