Luna ajeitou as roupas com as mãos ágeis, respirando fundo para recompor o sorriso antes de receber o visitante. Gabriel, sentado no banco de pedra do jardim, observava tudo com a expressão carregada, o maxilar travado de raiva e ciúmes. — Você acabou de dizer que está com t***o e vai atender esse cara? — ele solta, num tom baixo e incrédulo. Ela vira de leve o rosto para ele, os lábios ainda úmidos do beijo anterior, e sorri com malícia, mais para provocar do que por simpatia. — Lógico que vou. Se ele veio até aqui, tem alguma coisa pra falar pra mim. Gabriel balança a cabeça, a voz carregada de sarcasmo. — Deve ter mesmo… um convite pro motel. Ela dá risada, jogando o cabelo para o lado. — Alguém tem que convidar, não é mesmo? Você tá aí fazendo charme… Ele se levanta de supetão

