Gabriel parou diante da porta, os cabelos ainda úmidos do banho, respirando fundo antes de bater. Duas batidas secas — nada demais. Mas o coração já batia rápido demais para algo "nada demais". A chave girou do lado de dentro e, quando Luna abriu, ele congelou. Ela estava envolta apenas em um roupão branco, frouxamente amarrado na cintura, os fios de cabelo ainda molhados escorrendo pelas clavículas nuas. O sorriso dela — lento, provocante — dizia tudo o que ele ainda tentava negar pra si mesmo. — Achei que não vinha mais... — ela disse com a voz baixa, quase um ronronar. Gabriel desviou o olhar, tentando se proteger daquela avalanche. — Eu só vim... conversar. — E a firmeza que ele tentou imprimir na voz se quebrou na metade da frase. Ela trancou a porta atrás dele com um clique sua

