— Oi! — Ângela disse animada, acenando ao ver Gabriel perto da entrada do shopping. — Oi. — ele respondeu, num tom muito mais contido. A expressão no rosto denunciava que não estava no mesmo clima. — Demorou. — Eu estava me arrumando. — Ela sorriu, ajeitando a alça da bolsa. — O que vamos fazer? Ele respirou fundo antes de responder, desviando o olhar para o movimento em volta. — A gente precisa conversar, Ângela. O sorriso dela sumiu imediatamente. A mudança no tom dele foi suficiente para instalar uma tensão no ar. — Conversar? — perguntou, já preocupada. — Mas conversar sério mesmo. — Gabriel reforçou, guiando-a até uma das mesinhas da praça de alimentação. Eles se sentaram e ele soltou um suspiro longo, como quem carregava aquilo fazia tempo. — Sinceramente, eu acho que a nossa

