O resto do fim de semana passou em silêncio tenso. Luna evitava cruzar com Gabriel, e ele fazia o mesmo. Ela não contou nada a Ângela. Pra quê? Não ia mais acontecer, não precisava colocar a amiga no meio de algo que ela mesma não conseguia entender. Mas segunda-feira chegou com seu peso costumeiro. Ângela estava sentada de braços cruzados no refeitório, com a expressão emburrada e a bandeja praticamente intocada à sua frente. — Olha lá... parece que eu nem existo. — resmungou, o olhar fixo em um ponto qualquer. — Como isso é possível se ontem estava tudo bem? Melissa arqueou uma sobrancelha e lançou o problema para outra. — Pergunta pra Luna. A loira, que beliscava uma batata frita distraidamente, arregalou os olhos. — Eu sei do quê? Tá doida? — rebateu, apressada e visivelmente s

