Luna deu de ombros, com aquele sorriso afiado. Pegou outro pedaço de pão e, sem cerimônia, disse: — Sério, tô com muita fome — e deu uma risada curta. — Gastei muita energia ontem à noite, viu? — piscou pra Gabriel, matando-o de vergonha outra vez. Reinaldo riu alto, deixando a cena ainda mais grotescamente cômica para quem os olhava. Aline bateu a colher na borda da xícara. — Reinaldo, por favor! — ela implorou. — Uma vez na vida, fala sério com essa menina! Fica do meu lado! Ele suspirou, pousando o jornal de vez sobre a mesa e cruzando os braços. — Aline, eu tô falando sério. — O tom agora vinha mais firme, ainda que tranquilo. — Eu não vejo nada de absurdo em namorar. É saudável, é gostoso, é coisa de jovem. Vocês duas — apontou para a esposa e Rita — estão fazendo uma tempestade

