O corredor estava silencioso quando Gabriel conseguiu chegar ao quarto sem cruzar com ninguém. A casa ainda guardava o perfume do jantar sendo preparado — alho, cebola e o cheiro de pão recém-saído do forno misturavam-se no ar. Ele trancou a porta atrás de si, respirou fundo e se jogou na cama por alguns segundos, tentando reorganizar os pensamentos. O turbilhão das últimas horas ainda martelava dentro da cabeça. Tomou um banho rápido, deixando a água morna escorrer pelos ombros até sentir o corpo relaxar. Quando voltou à cozinha, já vestindo uma camiseta limpa e o cabelo úmido caindo sobre a testa, encontrou sua mãe sentada à mesa, rindo animadamente com seu Chico. A conversa era leve, cheia de lembranças antigas. — Boa noite — murmurou, puxando uma cadeira. — Boa noite, meu filho — re

