O cheiro de café fresco se misturava ao de pão torrado e frutas cortadas. Reinaldo folheava o jornal, de óculos na ponta do nariz, enquanto Aline mexia distraidamente o açúcar na xícara. — Rita, esse mamão está perfeito, como sempre — elogiou Aline, com aquele tom de dona de casa que aprovava tudo o que saía da cozinha. — Obrigada, dona Aline. — A cozinheira sorriu, orgulhosa. — Peguei os mais maduros da fruteira de ontem. Aline assentiu, mas seu olhar desviou para o relógio na parede. Franziu o cenho. — Ué… já são quase sete horas. Luna ainda não desceu pra tomar café? — perguntou, um tanto surpresa. — Ela tem aula cedo hoje. Reinaldo, sem erguer muito a cabeça do jornal, respondeu com um meio sorriso: — Deve ter perdido a hora. Ela dorme tarde as vezes. — Mesmo assim… — Aline pous

