Na manhã seguinte, Luna desceu para o café com o humor estampado no rosto — olhos pesados, passos arrastados, expressão fechada. A mesa estava posta como sempre, mas a ausência de uma figura específica deixou o ambiente com um vazio incômodo. Aline tomava o café tranquilamente, folheando um jornal, mas a menina não viu o pai em lugar algum. — Onde está o meu pai? — perguntou sem rodeios, a voz ainda carregada de impaciência. — Passou a noite no hospital com o Gabriel e a Rita— respondeu Aline, sem levantar os olhos, como se fosse um detalhe irrelevante. — Mas já deve estar a caminho. Pelo que sei, o Gabriel já teve alta. O olhar de Luna se acendeu de imediato. — Sério? — Um sorriso surgiu, espontâneo. — Sim. — Aline pousou a xícara na mesa, impassível. — Mas, como eu disse, ele vai pa

