O portão rangeu levemente quando Reinaldo o empurrou. O carro já estava estacionado e a casa mergulhada em um silêncio incomum, quase desconfortável. A luz da varanda estava acesa, mas nenhuma movimentação vinha de dentro. — Ninguém à vista? — Gabriel olhou em volta, franzindo a testa. O eco de sua própria voz soou mais alto do que gostaria. — Estranho demais — murmurou Reinaldo, também atento ao vazio dos corredores. Olharam-se como se compartilhassem o mesmo pressentimento. — Rita e Aline devem ter acabado com a Luna. O ar entre eles pesou. Gabriel passou a mão pelos cabelos e respirou fundo. — Eu pedi à Aline pra me esperar… mas ela é teimosa demais. — Nem quero imaginar o que rolou — Gabriel pegou o celular do bolso, deslizando a tela com ansiedade. Nenhuma notificação, nenhuma me

