Gabriel riu baixo. Quando o ônibus parou, ele pagou a passagem dos dois, como da outra vez. Luna passou na catraca primeiro. — Dessa vez tem lugar! — sorriu ao ver dois assentos vazios lado a lado. — Da outra vez também tinha — rebateu ele, sentando. — Termina de contar. Ela respirou fundo. — Sua mãe, que na época ainda era faxineira, entrou no meu quarto sem bater e flagrou… bom, você imagina. — Infelizmente, sim — murmurou. — Reinaldo se vestiu rápido e foi embora. Eu coloquei o roupão e pedi pra ela não falar nada. — E eu devo imaginar que ela negou? Luna assentiu. — Raramente minha mãe faz coisa errada. — E então — ela continuou, olhando pela janela —, quando ela saiu, eu me bati. Fiquei com alguns hematomas. Gabriel virou o rosto na hora. — Você precisa de um psicólogo. Ur

