— Prontinho, já está combinado com o papai. — um dos bandidos disse, passando a mão no rosto de Luna, o sorriso debochado. — À noitinha ligamos de novo pra combinar o local. Luna se encolheu, repulsa estampada na expressão. — Tira a mão de mim. — cuspiu, firme. — Você é desagradável. Ele riu, voltando-se para o companheiro de apelido curioso: — Olha a ofensa dela, Jacaré. Eu sou desagradável. Jacaré nem se deu ao trabalho de rir. Apenas acendeu um cigarro e soprou a fumaça devagar, encarando os dois. — Deixa essa patricinha aí. Mais tarde a gente se entende com ela. Luna estremeceu. Gabriel se inclinou para frente, quase instintivamente, como se pudesse se colocar entre ela e aqueles homens. Eles só riram, fecharam a porta de ferro e trancaram novamente, deixando o silêncio da caban

