Em determinado momento, com receio de que Luna não conseguisse pregar os olhos, decidiram lhe dar um calmante. Não demorou muito até que o corpo dela relaxasse de vez, a respiração ficando profunda e constante. Só então puderam dizer que ela, finalmente, estava descansando. Os três saíram do quarto em silêncio. Reinaldo fechou a porta com cuidado, como se qualquer ruído mais alto pudesse quebrar aquele frágil momento de paz. O rosto dele estava tenso, o maxilar travado de um jeito que Gabriel não via há muito tempo. Era preocupação de verdade. Gabriel caminhou alguns passos atrás do casal, sem saber exatamente o que dizer ou se dizer qualquer coisa seria apropriado. A situação inteira era pesada demais. — Amanhã vocês vão pra aula com o Saulo — Reinaldo disse, quebrando o silêncio no c

