— Agora nós vamos conversar — Aline avisou ao se deitar, já de pijama, a pele ainda cheirando aos cremes que passara com cuidado quase ritualístico. — E é sério. Reinaldo se aproximou, envolvendo-a pela cintura, o corpo ainda quente do banho. — Eu preferia outro tipo de conversa — murmurou, encostando o rosto em seu pescoço. — Você tá muito cheirosa. — Pelo amor de Deus, Reinaldo… — ela reclamou, se afastando. Ele bufou e se jogou de costas no colchão. — Você tá me evitando porque sabe exatamente o que eu vou falar. — Da Luna — ele respondeu, revirando os olhos. — O que foi agora, amor? Aline se virou de lado, apoiando o cotovelo no travesseiro para encará-lo. — Você exagerou pra caramba — disse sem rodeios. — Eu sempre achei que você fosse mole demais com ela, isso nunca foi segredo

