2. A Corrida

2573 Words
*─━━━━━⊱Autora On.⊰━━━━━─* *━━━⊱♡⊰━━━* Ao chegar em casa a jovem se atira em direção ao sofá, não sabia se realmente iria querer sair com o Thomas, ele parecia legal, mas ela não estava com muito animo. Após um banho a sua opinião muda um pouco, tomou o tempo da ducha para pensar que precisava se enturmar logo, estava em seu último ano do ensino médio em uma cidade nova, precisaria fazer amizades. Veste uma roupa confortável, porém mais quente já que a noite costumava fazer um pouco mais de frio e iriam andar de moto. Veste uma luva de couro e uma bota, havia mandado seu endereço para Thomas e o mesmo lhe avisa que a buscaria as 19hr e para sua surpresa já era 18hr41min. Enquanto prende seus cabelos a mesma caminha até a cozinha onde prepara um lanche rápido apenas para não ir de estômago vazio. 19hr10 Seu interfone toca e a mesma atende, ainda com a boca cheia de comida, o porteiro lhe avisa que um jovem rapaz a esperava e a mesma concorda avisando que já estava descendo. Pega sua mochila para tais ocasiões e se retira de casa após checar para saber se tudo estava em ordem, o elevador estava com três pessoas, um casal e uma senhora, todos sérios e sem nem um pingo de vontade de conversar, o que fez a garota ignorar completamente a situação. Encontra o loiro no estacionamento encarando o chão, que perceber sua presença abre um longo sorriso e a abraça apoiando suas narinas no pescoço da ruiva, causando-lhe um pequeno arrepio: -Pronta? -Hurrum. -Então vamos, pois, a viagem é longa. -Espero não morrer, m*l te conheço e já irei sair contigo. -Novata, não diga como se eu fosse te sequestrar, é mais fácil você me matar do que eu. -Quem conhece a estranha cidade é você. -Hum, faz sentindo – concorda o loiro – Mas prometo não fazer nada e se algo lhe incomodar poderá sair a hora que quiser. -Justo – ambos montam em suas respectivas motos e partem a caminho a estranha cidade abandonada que tanto falavam. Demoram cerca de 50 minutos para chegarem até a cidade indicada, mais um garoto os esperava o que fez Hailey recuar levemente em cima de sua moto, dois rapazes bem mais forte que a jovem, em uma cidade completamente vazia em que a menor não conhecia nada: -Esse é Adam – aponta para o garoto logo que o mesmo retira seu capacete, tinha um rosto belo e um físico forte. -Prazer, gatinha, sou Adam Davis – estica sua mão onde a garota a aperta. -Sou Hailey, Hailey Miller, e o prazer é todo meu – sorri gentilmente. -Adam, o Scott não chegou ainda? -Não, você sabe que ele sempre se atrasa, me intriga o fato de Carter ainda não ter chego. -Vão vir mais homens pra cá? - pergunta preocupada. -Sim, mas relaxa novata, não iremos fazer nada com você. -Como acha que irei acreditar em um garoto que m*l conheço que me trouxe para uma cidade abandonada e que virá mais dois homens? -Aceitou porque quis. -Quieto, Adam – repreende Thomas. -O que foi? -Ela está certa em não confiar na gente, mas fique tranquila novata - não demora muito para que uma moto encoste ao lado deles, o capacete é arrancado e Hailey pode jurar que seu coração errou as batidas. -Professor? -Boa noite, Hailey. -Não achei que gostasse...disso. -O que? Só porque sou um professor de história acha que não posso me interessas por esportes radicais? -E-eu não disse isso – diz constrangida. -Mas sei que pensou, eu não posso 24hr do meu lendo sobre a descoberta dos EUA e nem como a religião mórmon se iniciou – Hailey apenas concordou com a cabeça, seu rosto estava vermelho de vergonha. -Me perdoem pelo atraso – um garoto a mais enfim chega um pouco apressado quase caindo de sua moto. -Ai está você Scott, pensei que não viria mais – Adam o fuzila com o olhar. -Você sabe como sãos meus pais, eles não queriam me deixar sair, mas eu estou aqui e é isso que importa, certo? -Certo – o moreno revira os olhos fazendo Scott encolher os ombros. -Então vamos logo antes que fique tarde e amanhã cedo teremos aula – todos se posicionam – Hailey, a corrida é o seguinte, iniciamos aqui e o nosso ponto final é o posto de gasolina que fica a 10km daqui, podem pegar outras ruas e atalhos, o importante é todos chegarem no posto. -Mas eu não conheço nada dessa cidade, não sei de nenhum atalho. -Lamentamos – Carter dizia sem fazer pouco caso. -Thomas, o que iremos ganhar dessa vez? - Scott levantava a mão como uma criança. -Um digníssimo nada – Adam responde, o mesmo estava realmente furioso com o atraso do menor. A partida se inicia, as motos aceleravam o máximo que podiam, Hailey e Jack estavam pareados e se encaravam como se odiassem, uma competição pode fazer isso as vezes. As mãos da garota suavam, nunca havia participado de uma corrida, apenas via em filmes, mas nunca teve a chance de sentir a adrenalina em suas veias, do vento batendo em seu rosto com tal velocidade, do coração acelerado, arrepios de ansiedade, medo e frio. Adam, Thomas e Scott haviam ficado para trás, Hailey e Jack estavam em uma velocidade perigosamente rápida, o coração de ambos aceleram mais ao verem o posto de gasolina e por poucos centímetros Hailey ganha de Jack. A moto derrapa antes de parar totalmente, ambos ofegantes arrancam seus capacetes para que pudessem respirar melhor, os olhares se encontram e risos são soltos de seus lábios: -É, eu confesso, você é realmente muito boa nisso – dizia Jack, ofegante. -Tem mais coisas que sou boa que você não sabe – a ruiva dizia em um tom provocante, os outros rapazes se aproxima surpresos com o acontecido. -Uau, vocês foram demais, fiquei surpreso com a velocidade e competividade de ambos – Scott falava com tal animação. -Caraca isso me deu uma fome, o que acham que voltarmos para Salt Lake e terminarmos essa noite em uma lanchonete? - Thomas opina e todos concordam com a cabeça, não haviam reparado, mas o estômago de todos roncava e implorava por comida. Assim fazem, colocam novamente seus capacetes e dirigem de volta a Salt Lake, agora com calma, Hailey refletia enquanto dirigia, estava feliz por finalmente se permitir fazer novas amizades, mesmo que havia falado para seus pais que nunca conseguiria se enturmar em um lugar diferente. O local era calmo, aconchegante, mas antes que pudessem entrar o telefone de Scott toca e o mesmo torna seu semblante preocupado ao ler o contato, suspira antes de atender e logo fecha seus olhos ouvindo uns gritos saindo do alto falante: Scott- Oi mãe, eu estou em uma lanchonete...sim, eles estão comigo...claro, mas por que você está com as mães deles? Aai ok, já estamos indo – desliga envergonhado, parecia uma criança - Minha mãe está pedindo para que eu volte, e o Adam e o Thomas também, podemos deixar a lanchonete para um outro dia? -Claro, sem problemas, pelo menos demos uma volta – Jack diz calmamente, os três se despedem e seguem seus rumos – Vamos entrar? -Hurrum – concorda a ruiva e assim fazem, escolhem uma mesa e se sentam observando o cardápio. Não demora muito para o garçom chegar e logo fazem seus pedidos, como entrada Jack pede uma bebida alcóolica e a garota faz o mesmo. Bebem por volta de meia hora até a refeição chegar, e após comerem meus pedidos eles continuam a beber. Uma coisa que Jack não sabe era que Hailey era fraca para álcool, e após três garrafas de bebida a mesma estava com o olhar mole e a fala pesada. Jack paga a conta e a guia para fora do estabelecimento, não poderia deixa-la ir sozinha de moto, liga para Jay pois era o único que morava próximo ao local onde estavam. Explica a situação, e estranho o professor estar indo beber com uma aluna não questiona, entrega seu carro para que o moreno a levasse e vai logo atrás levando a moto. Jack não poderia aparecer com um carro na escola pois Elena estranharia e ele não queria lhe dar satisfações: -Calma, olha, eu estou bem – dizia totalmente torta andando pelo corredor, quando não conseguia se segurar na parede seu apoio era o mais velho. -Estou vendo – revira os olhos - Cadê a chave da sua casa? -Na minha bolsa – Jack odiava mexer nas coisas das pessoas, mas teve que fazer. Pegou o molho de chaves e destrancou a porta, a mesma entrou e o agarrou pela camisa para que entrasse junto. -O que você está fazendo? -Entra comigo, eu preciso da sua ajuda. -Minha ajuda pra que? Você já está na sua casa, eu preciso subir pro meu apartamento. -Não, eu preciso da sua ajuda – o puxa pela nuca fazendo o maior se arrepiar com o toque, a garota sussurra coisas sujas em seu ouvido o deixando corado. -Hailey, pelos deuses, você está totalmente fora de si. -E você devia estar dentro de mim – mordisca seus lábios numa falha tentativa de sensualizar. Jack, depois de muita luta conseguiu coloca-la na cama, deixou um bilhete caso ela esquecesse o que havia acontecido e como chegou até sua casa. Trancou a porta e jogou a chave por baixo, seu celular estava cheio de ligações de Elena, preferiu ignorar e pela manhã falaria com ela. O celular da ruiva desperta, sua cabeça pesava e parecia que iria explodir de tanta dor, desligou o alarme e se levantou arrastando seus pés pela casa, viu em cima de sua cômoda uma cartinha onde dizia: Te coloquei no chuveiro e lhe dei um remédio para enjoo, espero que acorde melhor, sua moto está na lanchonete e hoje no fim da tarde iremos buscar. Ele não disse nada da garota tê-lo tentado o agarrar, aparentemente foi só um sonho. Espera, ele havia lhe dado banho? Ele viu seu corpo nu? Oh céus, ela estava tão envergonhada. Tomou um banho e escovou os dentes, tomou um café forte para tentar curar essa ressaca infernal. Ao abrir sua porta se assustou por ver o professor parado diante a mesma: -O que você está fazendo aqui? -Bom, você está sem moto para ir a aula, vim lhe perguntar se aceita minha carona. -Não precisa, eu vou de ônibus. -Eu que te trouxe e deixei sua moto lá, acho que é mais do que minha obrigação te levar até a escola, já que vamos para o mesmo lugar. -Tá...pode ser...eu acho...é, ontem eu tomei banho...você... -Se quiser saber se fui eu que te dei banho e se te vi pelada, relaxa porque não vi nada, só te mandei pro chuveiro e separei suas roupas. -Você mexeu na minha gaveta de calcinhas? -Olha, isso foi bem tranquilo pra quem me queria dentro de si. -Eu...ai merda. -Você se lembra de tudo que disse ou quer que eu refresque a sua memória? -Não precisa, as piores partes que eu deveria esquecer, eu lembro – bateu à porta caminhando para o elevador, pode sentir que o mesmo sorri atrás de si de forma totalmente sapeca. Ficou um clima tenso no elevador, mas apenas para Hailey, Jack parecia bem tranquilo com tudo e continha um sorriso no rosto. Sobem na moto, a ruiva vestiu o capacete e abraçou a cintura do maior, sua b***a ficava levemente empinada por conta altura atrás, a garota gostava de dirigir e não andar de carona em uma moto. Todos olhavam para eles ao chegarem no estacionamento da escola, Hailey sentiu sua bochecha corar com tanta atenção, Elena não iria gostar nenhum pouco disso: -Se está pensando no que Elena irá achar, fique tranquila, eu me entendo depois com ela – como ele sabia o que se passará pela cabeça dela? Mas deu de ombros já que o mesmo se resolveria. Adentra indo direto para o seu armário, ao recolher seu material e o fechar se surpreende com Emilly boquiaberta a encarando: -O que foi? -Você veio junto com o Jack. -Sim, o que tem? -O que tem? Sabe quantas garotas babam por ele? -Ele é só um professor, nada demais, viemos juntos porque deixei minha moto em uma lanchonete ontem e ele me trouxe. -Por que deixou sua moto lá? -Eu bebi um pouco demais. -Saiu para beber com ele? -Não sai com ele, sai com o Adam, Milles e Thomas. Por acaso ele também foi junto. -Isso é destino, gata. -Ok, Emilly – revira os olhos e a loira ri, ambas seguem juntas para a sala de aula. Estava tudo tão tedioso, ela apenas queria ir embora logo e buscar sua bebê. A hora parecia nunca passar, o dia parecia tão lento, os segundos pareciam minutos conforme sua ansiedade aumentava. Enfim o último horário, seus olhos atentos no relógio até que o sinal soa, sente seu corpo se relaxar, guarda todos os seus materiais e sai o mais rápido possível da sala, joga os livros dentro do seu armário pois estava sem paciência para guarda-los perfeitamente: -Tudo isso é ansiedade para pegar a sua pequena grande bebê - o mais velho estava escorado no armário, de braços cruzados e o sorriso sapeca de sempre. -O que você acha? Vamos? -Hum, calma, preciso fazer umas anotações sobre a aula de hoje – riu quando viu o brilho no olhar da garota sumindo – Estou brincando, vamos – ela parecia uma criança indo ao parque de diversões, pulava em meio seus passos fazendo o maior rir. Juntos sobem na moto e partem em direção a lanchonete, as mãos da garota suava, apertava a cintura do moreno a cada carro que o mesmo desviava em alta velocidade, amava dirigir descontroladamente, mas não confiava quando alguém fazia isso e ela estava de carona. A lanchonete havia acabado de ser aberta, ao descer da moto corre para a recepção, a atendente sorri já sabendo do que se tratava: -Vieram pegar a moto? - pergunta assim que Jack adentra retirando seu capacete. -Sim – sorri se aproximando da ruiva. -Vou pedir para buscarem, aguardem alguns minutos – se retira indo para uma sala atrás do balcão, Hailey batia seus pés no chão, a ansiedade a consumia. -Vai ter um treco desse jeito. -Não dá para evitar. -Foi só um dia longe dela. -É fácil falar quando ela não é sua prioridade. -Hum, tem razão - deu de ombros. -Elena ficou brava com você por ter chego comigo? -Era óbvio isso, ela fica brava por tudo, mas disse que sua moto havia quebrado ontem e como moramos no mesmo prédio eu me ofereci para te levar. -Entendo ela ficar brava, eu também não gostaria disso. -Isso é algo mais compreensível da raiva dela. -Senhora – a mulher entregando-lhe a chave – Sua moto os espera ali na entrada. -Muito obrigada – diz pegando a chave e correndo em direção ao veículo - Aaah minha pequena, mamãe nunca mais irá te abandonar. -Pode ter certeza que ela não sentiu sua falta, ela é uma moto. -Cala a boca – veste o capacete e monta na moto – Obrigada por tudo. -Não tem de quer, juízo em. -Tsc, me erra – revira os olhos acelerando a moto e partindo, o homem ri e faz o mesmo ao colocar seu capacete.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD