PEDRO . . . Depois do final tomar coragem, o confronto inevitável com a minha mãe precisa acontecer. Ela saiu por dois dias, sem nenhuma explicação, apenas arrumou a mala e deixou um bilhete. Acho que não ela aguentou ficar a semana toda presa, sempre achei o seu espírito livre encantador, tanto que quis fazer o mesmo, mas agora compreendi como é bom querer fincar raízes. Hember me faz querer isso, querer pertencer a um lugar. - O que está fazendo? – ela pergunta olhando minha mala – Onde pensa que vai? – seu rosto transmite calma. - Estou voltando para o Brasil. – espero pela explosão, mas ela não aconteceu. - Então a conversa com seu avô realmente te inspirou a voltar? – fico espantado. - Ouviu a nossa conversa? – encaro ela de sobrancelhas franzidas – Por isso arrumou essa

