Capítulo 01

3538 Words
O táxi parou despertando Samantha de seus pensamentos. Suspirando ela retirou os óculos de sol Gucci e os apoiou na cabeça. - O que houve? Por que paramos? - Não posso seguir senhorita, a estrada está interditada. - Sich wundern! (Maravilha) - ironizou em seu alemão fluente e abriu a porta do táxi. Os saltos Loubotin afundaram na terra quando ela desceu. - Oh gott três anos e nem pra construirem uma estrada decente pra esse lugar. Samantha apoiou a bolsa Louis Vuitton no braço direito e com a mão esquerda acariciou o vestido Prada. Segurando o colar da Tyffany ela olhou em volta procurando alguém. Montado em um cavalo um rapaz vestido com camisa xadrez, calça jeans, cinto e bota, parou ao seu lado. - Precisa de ajuda senhorita? - ele a encarou com seus olhos e cabelos negros. - Está perdida? Samantha percebeu que ele a olhava de cima abaixo confuso e parecia segurar a vontade de rir. Sam ergueu o queixo não deixando de reparar que ele montava um Anglo-Árabe branco. - Sim preciso que alguém libere a estrada para o meu táxi passar! - ela ergueu o queixo focando seus olhos verdes no cavalheiro ou invés do cavalo, tentando esconder a fascinação que sentia pelo animal. - Desculpe senhorita, mas não será possível, a estrada foi interditada para um enterro. - Quem morreu? - perguntou preocupada. - Uma vaca precisou ser sacrificada, uma cerimônia está sendo realizada, as estradas voltarão a funcionar depois que a cerimônia acabar. - Há e você quer que eu fique aqui? - apontou e fez questão de bater o salto alto no chão de terra. - De pé esperando a cerimonia acabar? Ora fala sério se fosse por causa de uma pessoa eu entenderia, mas uma vaca? Oh gott a gente ta na Índia agora? - Senhorita... - O que está havendo Ian? Samantha se virou para o segundo rapaz que vinha na direção do táxi, pela estrada onde ela estava tentando passar. O segundo homem também usava calça jeans, cinto e bota, mas ao contrário de Ian usava uma camisa e um chapéu preto. Seus cabelos também eram negros, mas os olhos eram azuis bem intensos. O cavalo Árabe marrom que ele montava parou bem perto dela fazendo Samantha recuar instintivamente. - Essa moça quer passar pela estrada Tyler, já expliquei que estamos tendo um enterro. - Ian respondeu. - De uma vaca, oras! - Sam o interrompeu. - Fala sério, precisa dessa parnafenalha toda por causa de uma vaca?! - Olha aqui senhorita, mais respeito, bem se vê que você não é daqui. - Tyler a encarou de cima abaixo. - Não passa de uma madame! - Madame? É você parece um.... - Moça senão podemos passar é melhor voltarmos. - o taxista avisou a interrompendo. - Nada disso, eu exijo passar, tire essas porcarias da estrada e dê às pessoas o livre acesso a que tem direito. - Samantha teimou ajeitando o óculos de sol Gucci na cabeça. Tyler desceu do cavalo e com uma cara de poucos amigos se aproximou de Samantha. Instintivamente ela deu um passo atrás, o salto em contato com a terra dificultando a fuga, fazendo seus passos vacilarem. - Olha madame você não é daqui, então acho melhor você começar a respeitar o lugar e as pessoas daqui e não querer impor sua vontade. - E você pensa que é quem pra me dar ordens? - Tyler Kane Grant! - ele tirou o chapéu, comprimentando-a com a cabeça. - E não estou lhe dando ordens madame, apenas pedindo que respeite as tradições daqui. - a olhou sério e colocou o chapéu de volta. Samantha estreitou os olhos pra ele nem um pouco interessada nas palavras daquele cowboy metido. - Vamos Ian! - Tyler lhe deu as costas. - Hei! - Sam gritou indo atrás dele. - Hei! Eu ordeno que você pare! Tyler olhou pra trás, dando um riso debochado, mas não lhe deu ouvidos e subiu de volta no cavalo. - Você pensa que é quem pra me dar ordens, madame? - Seu cowboy e******o, ignorante! - gritou jogando a bolsa em cima do capo do carro. - Madamezinha metida! - ele vociferou puxando as redeas do cavalo. Samantha entrou na frente do cavalo Árabe e quando Tyler puxou as rédeas, Sam se assustou. Ao dar um passo cambaleante para trás o salto em contato com a terra a fez tropeçar, fazendo-a cair em uma poça de lama. - Seine arschloch (Filho da mãe)! Olha só o que você fez! - gritou. - A culpa foi sua por ter entrado na frente do Trovão, ele poderia ter se assustado. - Tyler rebateu. - Tem noção do quanto custa meu vestido, ou as jóias ou meu SAPATO? - gritou. - Devem valer o mesmo que você. Nada! Ian vamos de uma vez. - esbravejou. - Não é melhor ajudarmos ela? - Ian perguntou se aproximando. - Ela que se vire, quem sabe assim aprende a respeitar o local onde esta pisando e a ser menos intragavel. Tyler bateu os calcanhares nas costelas do cavalo e saiu galopando com Ian atrás dele. - Erbärmilich (desgraçado)! - Sam xingou ficando de pé. Ao olhar as mãos, os sapatos, cabelos e toda a parte de trás do vestido sujos de lama, Samantha teve vontade de chorar e m***r aquele cowboy arrogante e metido a b***a. - Senhorita é melhor voltarmos! - o táxi aproximou-se. - Nada disso me mandaram vir pra esse fim de mundo e eu vou chegar na porcaria da fazenda do meu pai, mesmo que seja a pé ou não me chamo Samantha Lawrence. - respondeu de queixo erguido. Tropeçando nos saltos imundos ela foi até o capo do carro e pegou sua bolsa. - Scheiße (m***a)! - ela xingou. - Senhorita esqueceu uma coisa. - o taxista pegou do chão os óculos de sol dela atolados de lama. - Aaaahhhh! - ela gritou quase chorando, ao ver o estado do óculos. Com nojo pegou o par, limpou do jeito que deu no vestido e colocou em cima da cabeça. - Pode ir se quiser! - respondeu mantendo o tom orgulhoso. - Leve o restante de minhas malas pro hotel, depois eu mando alguém buscá-las. - Sim, senhorita. O taxista começou a manobrar o carro para fazer o retorno, deixando Samantha suja e sozinha na estrada de terra.     Steven entrou no escritório correndo, quase matando Henry de susto. - Advinha quem chegou! – riu - Quem? - Vem que você descobre. - Steven respondeu, deu as costas e saiu correndo. Henry se levantou com um sorriso nos lábios e saiu do escritório, as botas batendo contra o assoalho de madeira. Quando chegou na janela da sala seus olhos brilharam ao ver Samantha chegando a pé. Henry abriu a porta, desceu os degraus às pressas e correu na direção da filha. - Meu Deus o que aconteceu com você Samantha? - parou na frente dela sem fôlego. - Três anos e vocês não mandaram asfaltar essas estradas ainda? - reclamou. Henry estava tão feliz em ver a filha, que não se importou com a queixa dela ou com a falta de entusiasmo da parte da filha. - Asfaltar a estrada? Que absurdo é esse? Como os cavalos, as vacas ou os touros vão pastar? Samantha suspirou revirando os olhos. - A gente está há meses sem se ver, você volta pra cá depois de três anos e só sabe reclamar do lugar? Quanta mudança Sam! - Steven sorriu se aproximando da irmã. - Desculpem, também senti saudades de vocês. - sorriu se aproximando de Steven. - É, mas sem demosnração de afeto até você tomar um banho. - o irmão a apontou. - Você está fedendo e e que roupas são essas? - encarou o vestido, o salto alto, as jóias e o óculos. - Roupas que as pessoas usam na Suíça, saberia se andasse com pessoas e não com cavalos e vacas. - É minha irmã, mas não estamos na Suíça. - Steven riu ajeitando seu chapéu. - Vamos entrar. - Henry sorriu e conduziu os filhos pra dentro. Os três entraram na casa, as botas e o salto de Samantha fazendo barulho. - Saraaaah! - Steven gritou. - Elizabeth! - Henry chamou. - Lizziiiiie! Elizabeth saiu da cozinha reclamando. - Ora por que essa gritaria toda... Samantha! - cobriu os lábios com as mãos, seus olhos se arregalaram e ficaram marejados. - Ah filha que bom te ver. - correu para abraçá-la. - Mãe to toda suja. - Não importa senti tanto a sua falta. - a abraçou com força. - O que ta acontecendo? - Sarah surgiu do corredor. - Sam! - sorriu. - Meu Deus o que houve com você? - Sarah. - Samantha sorriu se aproximando da cunhada. - E esse garotão pra quando vem? - acariciou sua barriga enorme. - Um mês e meio no máximo. - sorriu acariciando a barriga. - Mas o que houve com você? - As pessoas daqui não tem a minima educação, estou assim graças a dois peões daqui metido a bestas. Mas deixe estar, assim que souber para quem eles trabalham vão se ver comigo, principalmente um deles. - As roupas mudaram, mas o temperamento não. - Steven riu.  - Mas antes de arrumar confusão precisa tomar um banho, vem. - Elizabeth sorriu puxando a filha pela mão. - Cadê suas malas? - A d***a da estrada estava interditada por isso vim andando, as malas vão trazer depois. - Sam respondeu. - É muito triste quando uma vaca morre, filha. - Henry respondeu. - Aham, deviam levá-las todas pra Índia então. - resmungou e sumiu de vista pelas escadas. - Ainda não acredito que ela mudou tanto. - Henry suspirou. - Nem eu, mas ela voltou né? Talvez volte a ser a mesma de antes. - Steven deu de ombros. - Tomara que esteja certo. - Henry sorriu encarando o filho e a nora.     Depois de tomar banho com a ajuda da mãe pra tirar a lama do cabelo, Samantha entrou no seu antigo quarto e se espantou ao ver que tudo estava do jeito que ela deixara ao ir embora. As roupas, os livros, seus CDs tudo que ela não quisera levar para não se lembrar da fazenda estava lá. - Eu não deixei ninguém mexer no seu quarto, sabia que um dia você ia voltar. - Mãe. - a olhou e seus olhos marejaram. - Você sabe que eu não vou ficar. - Não custa tentar fazer você mudar de ideia né? - Eu não vou mudar de ideia. Agora me deixa sozinha, por favor, preciso trocar de roupa. Contrariada, Elizabeth assentiu e saiu fechando a porta. Quando Anahí abriu a porta do guarda-roupa suspirou ao ver suas roupas. Roupas que antigamente ela usava e andava pra cima e pra baixo na fazenda. Suspirando ao se dar conta de que estava sem roupas ela vestiu suas antigas. Quando terminou, ao se encarar no espelho ela quase não se reconheceu naquelas roupas. Usava botas, saia e uma blusa xadrez. Estava tão acostumada a ver a garota com roupas sofisticadas e sapatos de grife que agora vendo a garota que costumava ser não sabia mais quem ela era de verdade. - O que você se tornou Samantha Lawrence. Respirando fundo ela deu as costas pro espelho e saiu do quarto. Ao chegar no corredor, seus passos vacilaram e ela parou em frente a terceira porta. Estendeu a mão para abrir, mas perdeu a coragem. Se o quarto dela estava intacto como o seu, seria uma pessima ideia entrar e se deparar com as coisas dela. Só ia fazer Samantha se lembrar de uma época que ela ja tinha perdido as esperanças de recuperar. Engolindo as lágrimas ela se afastou da porta e enxugou o rosto. O barulho de uma caminhonete chamou sua atenção e ela se aproximou da escada.   Henry se levantou quando Tyler e Ian apareceram na soleira da porta. - Oi rapazes, entrem. - Só viemos avisar que a cerimônia acabou, já vamos liberar a estrada. - Tyler sorriu retirando o chapéu. Samantha parou na beirada da escada e abriu a boca incrédula ao ver os dois. - Agora vão ver que não podem se meter com uma Lawrence. - sussurrou vingativa. - Pai! - ela levantou o tom de voz e desceu as escadas com passos firmes e decididos. Pronta para acabar com aqueles dois. Ian arregalou os olhos e Tyler quase perdeu os bons modos ao ver Samantha. Não conseguiu evitar reparar em como ela estava diferente usando saia, xadrez e botas. Os cabelos soltos ondulados e não lisos como antes e o rosto livre da maquiagem lhe dava um ar mais de interior do que de sofisticação e mesmo sem querer assumir, ele a achou linda naquelas roupas, preferia essa versão de Samantha. - Você! - Tyler não conseguiu esconder a surpresa na voz. - Já conhecem minha filha, Tyler? - Henry sorriu. - Não! - ele mentiu. - Prazer Tyler Kane Grant. - Samantha Lawrence! - ela respondeu entrando na mentira dele. - E você quem é? - encarou o outro. - Ian! - respondeu um tanto sem jeito. - Estava esperando vocês para ir ao estábulo, vem com a gente filha, tome um chapéu pra você. - Henry sorriu entregando um chapéu marrom e saiu. - Como estão os cavalos que chegaram? - perguntou a Ian. - Bem senhor! - Ian sorriu e os dois desceram as escadas indo na frente. Samantha fuzilou Tyler que a olhava com gestos calmos e tranquilos. Ela tentou, mas não conseguiu deixar de reparar que os cabelos dele enrolavam nas pontas. Detalhe que ela percebeu por ele estar sem o chapéu. - Sabia que eu posso fazer meu pai demitir vocês dois pelo que me fizeram? - empinou o queixo. - E o que eu e Ian fizemos, madame? - Tyler sorriu com tranquilidade gostando de provocá-la. - Não me chame de madame. - respondeu irritada. - Você sabe muito bem o que fez, eu devia mandar meu pai colocar vocês dois no olho da rua. - Realmente madame, deveria! - ele assentiu uma vez com a cabeça. - Já disse pra parar de me chamar de madame. Eu não vou falar nada pro meu pai, mas é bom abrir seu olho peão e não se meter comigo enquanto estiver aqui. - avisou apontando o dedo pra ele. - Entendeu? - Sim, madame! - Tyler assentiu colocando o chapéu na cabeça. Ignorando o quanto o achou charmoso fazendo um movimento tão simples, Samantha colocou o chapéu na cabeça e saiu pisando duro. Tyler riu divertindo-se do quanto ela estava enganada e a seguiu.   Ao chegarem no estabulo Samantha travou ao ver Letícia de mãos dadas com Ian. - O que a Leh está fazendo com esse cara? - fez uma careta. - Os dois são noivos. A madame conhece a Letícia? - Tyler a encarou curioso. - Somos... Éramos amigas! - respondeu com tristeza. - E já disse para parar de me chamar de madame. - saiu de perto dele furiosa. Tyler riu divertindo-se em irritá-la. - Leh?! - Samantha a chamou um tanto sem jeito. Letícia soltou as mãos do noivo e encarou a antiga amiga como se ela fosse um fantasma. - Você voltou mesmo? Não levei muita fé quando o Henry disse. - É por pouco tempo. - ela forçou um sorriso. - Como você está? - Bem, já conheceu meu noivo Ian Clarke?! - apresentou com um sorriso nos lábios. - Já! - assentiu. - E a faculdade de veterinária? - perguntou querendo puxar algum assunto. - Está bem, mais um ano e meio e eu acabo. - sorriu. - Que bom! - forçou um sorriso um tanto sem graça. - Samantha, filha, venha cá tenho uma surpresa pra você. - Henry a chamou. Sem jeito Samantha se aproximou e entrou no corredor do estábulo. As celas estavam vazias, exceto uma. - Quero te apresentar ao Ollen! - apontou o cavalo. Samantha encarou o cavalo n***o de boca aberta, era impossível não se deixar levar pelo fascínio e a beleza daquele animal. Ela não queria assumir o quanto sentira falta do cheiro do campo, do cheiro dos cavalos. E o pior de tudo, o quanto sentia falta da Samantha que era. - É ele é.... É o filhote de Meia-Noite com a Estrela? - perguntou emocionada. - Sim, este é o filhote que só descobrimos que Estrela esperava, depois que você se foi. - Ele é lindo, lembra tanto o Meia-Noite. - ela sorriu. - É, mas ao contrário de Meia-Noite ele não é dócil, ninguém nesta fazendo conseguiu montá-lo. Demos o nome de Ollen por isso, significa força, vivacidade. Ele não permite ser domado, filha.   Ali perto Tyler riu e cochichou para Letícia e Ian. - Aposto que de onde essa patricinha vem o único tipo de cela que ela conhece é o da prisão. - Não subestime a Sam, ela cresceu montade em cavalos, quando se mudou pra Suíça tinha 19 anos. - E porque ela se mudou? - Ian questionou. - Longa história. - suspirou com tristeza. - Oi garotão! - a voz de Samantha chamou sua atenção. Tyler a encarou e se surpreendeu ao ver que ela tocava com dedos vacilantes as crinas do cavalo. Estreitando as sobrancelhas ele viu a alegria, o respeito e a admiração nos olhos dela. Sentimentos que apenas alguém muito ligado a cavalos ou animais, demonstraria. De repente ele assumiu que talvez Samantha não fosse tão patricinha e frívola assim como aparentava. Balançando a cabeça ele ajeitou o chapéu e se recompôs antes que alguém o notasse. - Por que não dá uma volta a cavalo comigo, filha? - Não, melhor não. - ela afastou a mão e deu dois passos pra longe de Ollen, saindo do estábulo. - Lindo o Ollen né? Foi um dos primeiros cavalos que tratei durante a faculdade. - Letícia sorriu. - Sim muito lindo! - concordou. - Há quanto tempo vocês estão juntos? - Dois anos e meio, nos conhecemos na faculdade, Ian se formou em veterinária, foi meu monitor. - Você é veterinário? - encarou Ian furiosa, achava que ele era apenas um dos peões do pai. - Sim! - Ian assentiu, tentando apenas sorrir ao invés de rir dela. - Ian trabalha como veterinário na fazendo do Tyler cuidando das vacas, dos bois e dos cavalos que ele andou adquirindo. - Letícia sorriu orgulhosa. - Exatamente madame. - Tyler sorriu acenando uma vez com a cabeça. - Ok, estou indo! - Henry respondeu ao celular, saindo do estábulo. - Ian, Letícia preciso que venham comigo, parece que um dos meus animais se feriu na estrada. Tyler pode mostrar para minha filha o restante da fazenda? E as obras de expansão? Você a conhece tão bem quanto eu. - Claro! - Tyler sorriu. - Pai...! - Samantha suplicou, não querendo ficar sozinha com Tyler. - Nos vemos depois, filha. - Henry sorriu. - Tchau foi bom te ver. - Letícia sorriu se despedindo. - Com licença. - Ian tocou o chapéu num cumprimento e saiu de mãos dadas com a noiva. - Por aqui madame! - Tyler saiu na frente entrando no estábulo. Sentindo o rosto esquentar de raiva Samantha o seguiu. Na metade do corredor ela o empurrou nas costas fazendo Tyler cambalear. - Então você não é peão e não trabalha pro meu pai. - o olhou furiosa quando Tyler se virou pra ela. - Não madame! - Para de me chamar de madame! - gritou. - Você deve ter achado muito divertido deixar eu pensar que você e Ian não passavam de peões né? - se aproximou dele furiosa. - Realmente foi muito engraçado zombar do nariz empinado que você tem. - rebateu sorrindo. - Você é muito arrogante! - E a madame m*l chegou aqui e já acha que pode mandar e desmandar no lugar e nas pessoas só por ser filha de fazendeiro. Eu conheço muito bem patricinhas frivolas e vazias como você. - devolveu. - Você não se atreva a falar assim comigo! Samantha foi pra cima dele, mas Tyler segurou seus punhos no ar impedindo-a de bater nele. - Me solta seu grosso, mau educado! - ela puxou o braço sem sucesso. - Se não me soltar eu juro que vou começar a gritar. Quem você pensa que é hein? - Tyler Kane Grant, madame, apenas um simples peão. - debochou. - Seu nome devia ser Tyler Kane Grant Grande Coisa. Me solta! - se debateu. - Ah madame eu tenho uma Grande Coisa pra te mostrar. - Tyler sorriu com malícia. Samantha arregalou os olhos e se debateu com força. Tyler a olhou furioso e puxou Sam de encontro a parede, prendendo as mãos dela com as suas. Samantha se calou quando ficaram próximos demais, não gostou de sentir o coração disparar quando os olhos de Tyler cravaram-se sobre os dela. O cheiro amadeirado brincando com os sentidos dela. - Eu estou avisando, se não me soltar eu grito, você é um grosseirão arrogante que pensa que... O restante das palavras se perderam quando, ainda furioso, Tyler a beijou.
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