Estela narrando...
Assim que senti o cheiro dele me despedi de Kayly, meu companheiro estava sozinho, em uma casa afastada feita na arvore, eu sentia sua tristeza de longe, seu cheiro era insubstituível, eu o amo, e não tem como negar, tudo que eu já fiz para estar com ele, até hoje, se eu pudesse voltar no tempo, não mudaria nada, eu faria tudo de novo para poder estar com ele após tantos anos, como ele me fazia falta, não precisei me aproximar muito da casa para que ele notasse minha presença, em alguns minutos ele abriu a porta, ainda um pouco confuso, também quem não estaria, não foram décadas, foram séculos.
Ele permaneceu parado na frente da porta, em uma distancia inaceitável de mim, meu corpo pedia por ele, clamava por ele, e eu tenho certeza que o dele sentia o mesmo, em um piscar de olhos ele estava em minha frente, seus dedos grossos e encaliçados dedilhavam meu rosto, e um sorriso bobo se formou em nossos rostos.
- Minha... e apenas minha...
Ele dizia entre seu sorriso, que logo se transformou em um beijo desesperado de saudade e paixão, eu não consegui me conter, rasguei sua blusa, e seu corpo entrou em contato com o meu me causando arrepios, nossa excitação foi logo exalada, ele mesmo se encarregou do resto das roupas, envolvi minhas pernas em sua cintura, e me deixei levar por aquele momento magico, eu nem lembrava mais o que era estar com ele, quando me dei cona já estávamos em seu quarto, em sua cama, ele era selvagem, o que me fazia delirar a cada segundo, chegamos logo ao ápice, e ele me mordeu, doeu no inicio, mas logo se transformou na melhor coisa que eu já senti em toda a minha vida.
Exaustos, ele deitou do meu lado, e eu deitei quase por cima dele, vi sua marca se formar aos poucos, era a marca de Latet, que todos os lobos tinham quando encontravam sua companheira, o símbolo celta dos três espirais, sabia que em mim, esse símbolo também já tinha se formado, dormi tranquila, a anos que eu queria sentir o mesmo que Kayly, eu queria ser amada, como um dia ela foi, ter a proteção de alguém que nunca me deixaria, ao contrario do que ouve com ela claro.

Logo amanheceu, e Victor não estava mais na cama, coloquei uma de suas blusas, e segui seu cheiro inebriante, ele estava na cozinha preparando o café, que meigo, o abracei por tras e dei um beijo em suas costas, ele pos suas mãos grandes sobre as minhas.
-Bom dia meu amor...
Que saudade da sua voz, eu sorri, e como uma criança me sentei no banco do balcão, esperando o café sair, estou faminta, a muito tempo que me alimento apenas de sangue e frutas, e ele preparou um delicioso bacon com queijo, que simplesmente amei, somos um casal de poucas palavras, mas passamos horas e horas conversando sobre todos esses anos que passam juntos, e essa conversa não tinha como parar em outro lugar, eu ainda não estava saciada do seu toque, pode me chamar de ninfomaníaca, mas esse foi o melhor dia da minha vida.