NARRAÇÃO MIGUEL Não sei quanto tempo faz que estou aqui sentado em frente a porta da casa da Priscila. Não faço ideia se está lá dentro, gritei, chamei e nada da porta abrir. Não sei se veio pra cá, mas minha única opção para encontra-la é ficar aqui. Não existe qualquer possibilidade de sair daqui da frente, sem antes falar com ela. A noite já tomou o céu por completo e começa um vento chato. Meus olhos estão focados no céu, implorando a Deus que ela me escute e não me afaste. Implorando ainda mais para que eu tenha forças e permaneça ao seu lado sem medo, enfrentando tudo. Um táxi para em frente a casa e posso ver Priscila no banco de trás. Queria ter forças para me levantar e ir até ela, mas meu corpo ainda está assimilando que é ela mesmo. Quando sai do táxi e vejo seus olhos tristes

