Morte narrando Mano, eu m@l tinha lavado o rosto quando o rádio do Ratinho já chiou no meu ouvido. Ratinho: “Aê chefe, a tua loirinha tá no ponto chorando, cheia de mala, disse que vai embora. Tá indo embora mesmo, patrão.” Eu parei no meio do quarto, com a cara ainda amassada de sono. Morte: Que porr@ é essa? Vi ela ontem à noite, tava de boa, que viagem é essa? Na hora só joguei a camisa por cima, nem penteei cabelo nem nada. Peguei o ferro da estante, enfiei na cintura, catei a chave do carro e desci bufando. O sangue fervendo. Liguei o carro e saí acelerando morro abaixo. Fui cortando tudo, a mente a mil, imaginando mil fita. Será que ameaçaram ela? Será que foi alguém do morro? Será que é o Pai do filho dela? tudo passando na minha cabeça. Cheguei na Dez, parei o carro um pouc

