Morte narrando Cheguei em casa e nem bem fechei o portão, Adrielle já veio na minha direção toda falante. Adrielle: André, Andréia tá com dor de cabeça, então não tem janta hoje não. Ela fez uma carinha meio sem graça, ainda com a mochila do cursinho pendurada num ombro só, como se aquilo fosse desculpa pra não ter comida. Olhei pra cara dela, dei um sorrisinho de canto e mandei logo: Morte: Come miojo, ué. Melhor do que ficar de barriga vazia. Ela revirou os olhos, fez uma careta que parecia que eu tinha mandado ela comer terra, mas foi pra cozinha. Molecona mimada. Andréia só tem cinco anos a mais, mas trata ela como se fosse um bebê. E a garota vai nessa onda. Quer tudo na boquinha, não levanta nem pra buscar um copo d’água. A vida não é assim, não, porr@. Acorda pra realidade, se

