29

946 Words

Capítulo 29 — Narrador: Júlia Entrar na casa onde prendiam o Paulo foi como atravessar um filme que eu nunca quis ver. Conhecia a boate como palma da mão — atalhos, portas que rangem, corredores que escondem gente — e usei esse mapa como arma. Vesti roupa escura, pus o cabelo preso, e fui com o coração na garganta e a cabeça fria. A missão era simples: entrar, encontrar qualquer pista, achar o menino e sair. A simples lista parecia fácil até que a noite se mostrou cheia de giro. Passei pelos fundos como quem entrega bebida, sorri pro segurança que me conhece e entendi que ele não ia perguntar se eu precisava de nada. A vantagem de parecer parte do lugar é que ninguém repara muito. No corredor do depósito ouvi vozes abafadas — uma delas era masculina, grave; outra, um arrastar de móveis.

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD