Capítulo 32 — Narrador: Luís A casa tem que parecer normal enquanto a gente desmonta a bomba. A normalidade é nosso teatro: luz acesa, caixa fechado, clientes entrando e saindo como se nada tivesse acontecido. Mas por baixo da fachada, a faxina tem que ser cirúrgica. Provas recolhidas, contratos cortados, contas limpas — é assim que se apaga rastro e se manda recado. Determinei prioridades: primeiro, arquivar e preservar todo o material que pudéssemos usar como prova; segundo, cortar financeiramente quem participou da trapaça; terceiro, reforçar a cadeia de proteção política — porque guerra com jogador grande pede aliança com quem ainda se mantém de pé. O operador organizou as pastas, o Beto acionou gente de confiança para recolher os documentos e o Otávio ficou responsável por blindar o

