Capítulo 22 — Narrador: Luís A rotina virou checklist de sobrevivência. Depois do ataque, tudo que eu fazia tinha que caber em objetivo: recuperar dinheiro, contabilizar perda humana, identificar vazamento, e garantir que ninguém da casa pagasse por erro alheio. Chamaram a reunião cedo; a sala do chefe ficou cheia de olhares pesados e bocas fechadas. Passei recebendo relatórios rápidos: quem foi atingido, qual carro foi mais danificado, qual rua deu sinal de escuta. Não falei muito — falo o essencial e mando agir. O operador me trouxe os nomes dos feridos. Um dos nossos levou tiro de raspão; outro tinha ferida mais séria e foi removido em ambulância. Perguntei pelo motoboy — o tal do Paulo — e a resposta veio curta: sumiu. Isso me deixou com gosto r**m. Não gosto de ausência quando há ge

